Tom de cautela no mercado de câmbio
Em novo dia de agenda esvaziada no mercado doméstico, o dólar oscilou durante o dia influenciado por notícias do mercado externo, mas acabou encerrando a sessão estável, em R$ 3,8445 (-0,01%). O dólar subiu ante o peso argentino, a lira turca e o rand sul-africano. Apesar da leve queda e do comportamento relativamente tranquilo nos últimos dias, os especialistas em câmbio ressaltam que o tom no mercado é de cautela, principalmente com as eleições, e que a volatilidade pode crescer novamente. Nas próximas semanas serão definidos os candidatos e eventuais coligações dos partidos nas convenções nacionais. Na mínima, o dólar chegou a cair a R$ 3,81 no começo da tarde, mas perto do fechamento reduziu o ritmo de queda e chegou a engatar alta pontual com o desmonte de operações feitas por tesourarias.

Setor financeiro e Petrobras puxam queda da Bolsa
O Índice Bovespa se descolou das altas das bolsas de Nova York e cedeu a um movimento de realização de lucros nesta quarta-feira de agenda fraca no Brasil e no exterior. O principal índice de ações da B3 chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas não sustentou a tendência e passou a operar em terreno negativo até o final do pregão, quando registrou queda de 0,98%, aos 77.362,63 pontos. Os negócios somaram R$ 10,4 bilhões. A queda foi moderada na maior parte do dia e se acelerou na última hora de negociação, puxada por ações do setor financeiro e Petrobras. Apesar de algumas menções ao vencimento de opções sobre o Ibovespa, foi praticamente consenso entre operadores e analistas que a queda foi gerada por operações de realização de lucros, uma vez que o Ibovespa acumulava alta superior a 7% em julho até o pregão de terça.

No mês, Ibovespa acumula alta de 6,32%
Os preços do petróleo subiram mais de 1%, apoiados nos dados semanais de estoques da commodity nos Estados Unidos, que revelaram um recuo inesperado das reservas de gasolina. As ações da Petrobras, no entanto, não acompanharam a alta da commodity e fecharam com perdas de 1,95% (ON) e 1,31% (PN). Na contramão estiveram os papéis da Vale, que subiram 1,48%, alinhados à alta do minério de ferro no mercado à vista chinês. Mesmo com o resultado negativo de hoje, o Ibovespa acumula alta de 6,32% em julho. Boa parte dessa valorização ocorreu em decorrência do restabelecimento do fluxo de estrangeiros na Bolsa, após fortes saídas em maio e junho. Em julho, os ingressos somam R$ 3,223 bilhões.

Juros futuros também fecharam estáveis
Os juros futuros de curto e médio prazos fecharam a sessão regular em alta moderada, enquanto os longos encerraram praticamente estáveis .Os contratos de longo prazo ficaram mais ancorados, diante do câmbio bem comportado e bom humor externo, a despeito das incertezas do quadro eleitoral. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou na máxima de 6,740%, ante 6,718% no ajuste de terça-feira, e o DI para janeiro de 2020 encerrou com taxa de 8,15%, de 8,08% na terça no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou em 9,16% (máxima), de 9,11% na terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 10,57% para 10,59%. A do DI para janeiro de 2025 passou de 11,25% para 11,24%.

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