Dólar - Subiu

Bolsa - Desceu

Moeda americana fecha em R$ 3,87,maior cotação desde 7 de junho
O Banco Central tentou segurar o dólar nesta quarta-feira (27), mas não teve sucesso. Fez dois leilões de linha, que é a venda de dólar no mercado à vista com compromisso de recompra, colocando um total de US$ 2,425 bilhões no mercado. Mesmo durante o jogo do Brasil na Copa da Rússia (das 15h às 17h), a moeda chegou a renovar várias máximas, para fechar em R$ 3,8737 (+1,99%), a maior cotação desde o dia 7 de junho (R$ 3,9146). Entre os principais países emergentes, o real teve o segundo pior desempenho ante o dólar hoje, perdendo apenas para a moeda da África do Sul. Especialistas em câmbio citam, entre os principais fatores para explicar a alta da moeda dos Estados Unidos, o cenário externo adverso, saída de recursos de estrangeiros do Brasil e ação de especuladores com os vencimentos dos swaps.

Influenciada por bolsas de NY, Bovespa fechou em baixa
Depois de três altas consecutivas, com as quais havia subido 1,90%, o Índice Bovespa perdeu fôlego e cedeu ao movimento vendedor das bolsas de Nova York e à forte alta do dólar. O principal índice de ações da B3 chegou a subir 0,88% pela manhã, mas firmou-se em terreno negativo à tarde e fechou aos 70.609,00 pontos, com queda de 1,11%. O desempenho teria sido pior, não fosse a valorização das ações da Petrobras, que acompanharam as altas do petróleo no mercado internacional e amenizaram as perdas por aqui. Com as bolsas de Nova York em queda generalizada e o dólar em alta superior a 2% ante o real, o Ibovespa chegou a marcar 70.133,96 pontos (-1,78%). O volume de negócios acabou ficando acima do esperado para um dia de jogo do Brasil, somando R$ 8,7 bilhões. As bolsas de Nova York consolidaram as quedas à tarde, depois da constatação de que o Partido Republicano não conseguiu os votos necessários para aprovar um projeto de reforma imigratória na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Queda nos estoques puxa alta no preço do petróleo
O petróleo reforçou o sinal de alta da véspera depois que o Departamento de Energia dos EUA (DoE) divulgou que os estoques da commodity caíram 9,891 milhões de barris na semana passada, bem mais que a queda de 2,8 milhões prevista. Influenciadas pelo petróleo, as ações da Petrobras terminaram o dia com ganhos de 2,70% (ON) e 3,18% (PN). Por outro lado, as ações do setor financeiro, responsáveis por mais de 25% da carteira do Ibovespa, caíram em bloco. Entre elas, os destaques ficaram com Banco do Brasil ON (-2,06%), Itaúsa PN (-2,97%) e Itaú Unibanco PN (-1,81%). "Apesar de o dia ter sido de fortalecimento do dólar no exterior, o mercado está desconfortável com os últimos acontecimentos no STF", disse um profissional sobre as decisões do colegiado da véspera, entre elas a que colocou em liberdade o ex-ministro petista José Dirceu.

Taxas de juros futuros confirmam movimento de alta
Os juros futuros confirmaram no encerramento da sessão regular o movimento de alta que conduziu as taxas desde a abertura dos negócios. A oscilação esteve mais reduzida no meio da tarde, com boa parte dos profissionais acompanhando o jogo entre Brasil e Sérvia, mas ainda assim as taxas aceleraram levemente o avanço, acompanhando a ampliação dos ganhos do dólar, mas sem retornar às máximas. Os juros futuros confirmaram no encerramento da sessão regular o movimento de alta que conduziu as taxas desde a abertura dos negócios. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,970%, de 6,929% na terça-feira (26) no ajuste, e o DI para janeiro de 2020 terminou com taxa de 8,55%, de 8,41% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,39% para 9,55% e a do DI para janeiro de 2023, de 10,91% para 11,02%.

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