Mercado fica em compasso de espera pelo ajuste fiscal
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terça-feira, 13 de outubro de 1998
Agência Estado 
As Bolsas brasileiras não ganharam novo fôlego com o feriado. Nem podiam. Sem novidades sobre ajustes fiscais ou pacote de ajuda financeira do FMI, o mercado local escolheu a cautela. Foi mais um dia de volume baixo com pouco exercício.
A Bovespa girou apenas R$ 399,559 milhões, resultado próximo ao da última sexta-feira. O índice abriu positivo e fechou em alta de 1,39%, em 6.618 pontos. A Bolsa do Rio teve alta de 2,59%, em 22.736 pontos.
Sem novidades internas, que só devem vir na próxima semana, o mercado de ações brasileiro seguiu os passos de Wall Street. Ontem saíram os balanços do terceiro trimestre de grandes empresas norte-americanas com vários resultados negativos.
As ações da Kodak em NY apresentaram queda de 14,47%. A Merrill Lynch também anunciou prejuízo e o corte de 3.400 funcionários.
A performance mais modesta das empresas dos Estados Unidos, porém, já era esperada pelos analistas. Assim como o mercado já está previnido sobre os problemas com fundos de hedge que continuam a preocupar. Isso tudo vem mostrar que Wall Street está cada vez mais vulnerável aos efeitos da crise financeira mundial. O Dow Jones fechou com queda de 63,3 pontos (-0,79%).
Diante de um cenário internacional tumultuado, as Bolsas domésticas até que se comportaram bem ontem. Segundo um operador, o Brasil está saindo do foco da crise global. A principal razão, explicou, é que o pacote de ajuda do FMI está praticamente acertado. Com isso, as atenções se voltam mais para os países desenvolvidos, que se concentram nos rumos da moeda norte-americana e dos fundos de hedge, do que para os emergentes.


