Mercado fica à espera das eleições
A perspectiva é de continuidade da indefinição e instabilidade nesta semana, a última antes das eleições de domingo. Desta vez, o evento político atrai menos atenção do que as decisões que devem ser tomadas logo após as eleições para conter os efeitos da crise internacional.
A previsão é que o presidente Fernando Henrique, vitorioso para o segundo mandato no primeiro turno, anuncie fortes medidas que levem a um ajuste das contas públicas.
Por ora, os juros tenderiam à relativa estabilidade, mas as aplicações de renda fixa devem continuar remunerando com atraentes taxas, avalia Luiz Stuhlberger, diretor de Investimentos da Hedging-Griffo Asset Management. A possibilidade de ajuste dos juros faz dos fundos DI os mais interessantes na renda fixa. São fundos cujas cotas, lastreadas em Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs), captam rapidamente a variação de juro. O CDI garante a troca de recursos entre os bancos.
Stuhlberger constata que as ações estão irresistivelmente baratas e acha que o investimento em ações é indicado para o longo prazo, mas afirma que a alta da Bolsa vai depender de um suporte, escorado num pacote fiscal consistente e em ajuda externa, que empurre o País fora da turbulência. Mas quem está em Bolsa deve permanecer, porque já está amargando perdas.
O diretor considera exagerada a expectativa dos investidores que apostam numa possível redução dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano), amanhã, como fator de valorização das bolsas. O corte, se houver, será muito discreto.France PresseAinda a instabilidadePregão da Bovespa na sexta-feira: novas altas dependem de pacote fiscal e ajuda externaAgência Estado





