Os juros futuros ‘‘derreteram’’ ontem na BM&F, após a inesperada queda da taxa de Selic de 29,5% para 27%, decidida anteontem à noite pelo Banco Central. Houve até um momento de realização de lucros no mercado, mas nada que alterasse a acentuada rota de redução das taxas.
A projeção de juro para este mês de maio caiu de 28,09% ao ano (anteontem) para 26,77%; a de junho reduziu-se de 24,18% para 22,38%. O juro para o período de um ano, medido pelas operações de swap com este prazo, fechou o dia a 22,50%, mas chegou a atingir 22% durante o dia.
As instituições financeiras refizeram também suas projeções para a Selic a ser fixada no próximo dia 19, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Muitos operadores afirmam que não se surpreenderiam se a futura Selic ficasse em 22%. Eles destacaram a frase do diretor de Política Monetária, Luiz Fernando Figueiredo, na entrevista de anteontem: ‘‘A fase atual é de transição e a taxa de 27% não vai durar muito tempo.’’ A queda da Selic teve reflexos positivos também sobre os leilões de títulos públicos realizados ontem pelo Tesouro e Banco Central.
As bolsas de valores puderam reagir com vontade à redução da taxa Selic. Anteontem, quase não deu tempo e ainda assim a Bovespa reduziu sua queda de quase 2% para 0,97%. Ontem, o mercado já abriu em alta. O índice da carteira teórica paulista atingiu a valorização máxima de 3,63%, para fechar com ganho de 2,56% e fortíssimo volume financeiro de R$ 940 milhões. A Bolsa do Rio subiu 3,54%.

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