Agência Estado
A decisão do Federal Reserve de subir a taxa dos Fed funds em 0,25 ponto percentual era esperada. O surpreendente foi o anúncio do viés neutro, informação que arrancou sorrisos de toda a equipe econômica durante entrevista coletiva sobre metas de inflação (leia na página 1).
Segundos após a boa-nova, o Dow Jones inverteu sua queda de cerca de 50 pontos, ganhou fôlego e fechou em forte alta de 156 pontos, em 10.970 pontos. Acompanhando a euforia em Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo também saiu do terreno negativo e fechou em alta de 2,17%, com volume financeiro de R$ 564 milhões.
O dia também foi de alegria e alívio no mercado de renda fixa. O mercado passou a apostar que, depois da decisão do Fed, a qualquer momento o Banco Central brasileiro lançará mão do seu próprio viés de baixa (mantido na reunião do Comitê de Política Monetária do último dia 23), reduzindo a taxa Selic, hoje em 21%.
E o dólar fechou ontem na mínima do dia, em baixa de 1,13%, cotado a R$ 1,7520. A cotação do dólar vinha se comportando dentro de pequena oscilação até a meados da tarde, quando o Fed divulgou a elevação de 0,25 ponto porcentual nos juros e a mudança do viés de alta para viés neutro. A partir daí, o dólar começou a despencar.
Operadores receberam com alívio as notícias vindas dos EUA. Primeiro, porque a alta de 0,25 ponto já estava contabilizada nos preços do câmbio. Segundo, porque o anúncio do viés neutro tirou da cabeça do mercado a espada que ameaçava mais um mês de nervosismo, caso o Fed tivesse mantido o viés de alta.
A expectativa é de que o dólar tenha mais um dia de baixa hoje em virtude da repercussão positiva que a decisão do Fed deverá ter nos mercados internacionais.

mockup