Mercado faz aposta para a reunião de hoje do BC
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terça-feira, 15 de abril de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - Apesar de cada vez mais convencido de que o governo não vai adotar medidas de freio na economia através de aperto na política monetária, mas via ações pontuais na área de crédito, os profissionais do mercado financeiro começam a ter dúvidas sobre a extensão da política sistemática de queda da taxa de juros todos os meses nos últimos dois anos. Para vários analistas, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de hoje, que define o juro básico da economia para o mês seguinte, poderá dar um sinal mais claro sobre as intenções do governo.
O juro de abril da Taxa do Banco Central (TBC) está em 1,58% e começa a haver a sensação de que o limite de queda está próximo ou, segundo alguns mais preocupados, já ultrapassou o limite. O diretor de investimento do Citibank, Luiz Eduardo Assis, não concorda com qualquer opinião que defenda o fim do ciclo de redução sistemática do juro. Os juros estão altos e têm espaço para cair mais. O governo deixou claro que o controle da atividade se fará seletivamente por medidas localizadas.
Assis acrescenta que o governo precisa manter a queda dos juros para controlar o crescimento da sua dívida. Quem não concorda com esta abordagem argumenta que a diferença entre o juro interno e externo para o aplicador já caiu muito e, na casa dos atuais 9% ao ano, desestimulariam o fluxo positivo financeiro. Na comparação com prêmio pago por um título do Tesouro americano de mesmo prazo, a aplicação no Brasil ficaria 1,20% acima, taxa considerada pequena por analistas em razão das diferenças de risco entre os países.


