De 2005 para 2006 o volume de exportações das empresas brasileiras deverá crescer em torno de 10%, passando dos US$ 118 bilhões contabilizados no ano passado para mais de US$ 132 bilhões estimados para este ano. O País, entretanto, tem capacidade para exportar muito mais e tem como trunfo as pequenas e médias empresas, conforme informou o coordenador-geral dos Encontros de Comércio Exterior (Encomex), Sergio Nunes de Souza.
''O problema é que muitas dessas empresas não acreditam no seu potencial de exportação, acham que não têm capacidade, que é muito difícil. E, na verdade, o mercado externo pode ser uma boa alternativa para os pequenos e médios'', disse Souza. Fomentar a exportação entre esse grupo de empresários e quebrar o mito de que esse mercado externo não é privilégio apenas das grandes empresas está na pauta do 111º Encomex e do III Caminho do Exportador, que começam hoje, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), no Village Praça de Eventos.
Nos dois dias de evento serão realizadas palestras, com 'cases' de empresários que obtiveram sucesso no mercado externo, e rodadas de negócios com empresários da Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela, como forma de incentivar a exportação entre os pequenos e médios empresários de Londrina e região. Além disso, no local haverá estandes de diversas instituições - entre elas, Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Sebrae, instituições financeiras - com profissionais preparados para atender e esclarecer as dúvidas dos empresários interessados em exportar. ''Queremos desmitificar a exportação e mostrar como fazer um negócio'', reiterou Souza.
Para ele, esse grupo de pequenos e médios empresários interessados em exportar tem que estar consciente de que tudo deve ser bem planejado desde o início para não haver prejuízo. ''É importante fazer o dever de casa certinho, pois o mercado externo é altamente competitivo e mutante'', completou. Souza lembrou que o Encomex tem se mostrado como bom canal de incentivo e que muitas das empresas que atualmente exportam passaram pelo evento.
De acordo com Souza, o número de empresas brasileiras que exportaram seus produtos, em 2005, chegou a 18 mil. Para este ano ainda não há estimativa. Mas, por conta das variações cambiais pode ser que esse índice seja reduzido, conforme o coordenador do Encomex. ''O problema com a variação do dólar não quer dizer exatamente que o volume de exportação seja reduzido, mas algumas empresas podem desistir momentaneamente de exportar'', lamentou.
Os números da Receita Federal mostram que a exportação entrou definitivamente na pauta de negócios das empresas da região. Só o município de Cambé, que sedia o 111º Encomex e III Caminho do Exportador, registrou um aumento de 251% no volume exportado no período de 2004 para 2005. Mas ainda há muito espaço para crescer nesta área. Hoje, das cerca de 650 empresas instaladas no município, apenas 17 exportam seus produtos.

Serviço
- 111º Encontro de Comércio Exterior (Encomex) - entrada gratuita - e III Caminho do Exportador - inscrição a R$ 50 (estudante paga R$ 25), hoje e amanhã, no Village Praça de Leilões e Eventos, BR-369, km 165, em Cambé. Para mais informações acessar o site www.caminhodoexportador.com.br.

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