Para os analistas, a marcação a mercado que os fundos estão praticando desde 1º de junho é benéfica ao investidor, afirmam os analistas ouvidos pela reportagem. ‘‘Agora os fundos vão ficar mais atrativos, porque terão a correção real. Podem até render mais do que rendiam antes’’, considera o diretor da Spirit Corretora de Valores, Ricardo Moraes Filho.
Moraes Filho só salienta que o investidor tem que se conscientizar que a aplicação em fundos DI e de renda fixa é para ser resgatada a médio e longo prazo. ‘‘Além disso, se eles continuassem sendo cotados a um valor maior do que valiam, o investidor iria pagar mais Imposto de Renda e a taxa administrativa ia ser mais alta’’, completa.

Outro ponto positivo que a correção causou é que o investidor vai ficar mais atento com suas aplicações, observa o professor de finanças da Universidade Federal do Paraná, Mauro Halfeld, especialista em economia doméstica. ‘‘Mais do que nunca, vale a regra de diversificação. Distribua seus ovos em várias cestas, em boas cestas’’, sugere. Para ele, o investidor tem que ser humilde e diversificar as aplicações. ‘‘Não é possível ganhar sempre’’, adverte. Halfeld, que tinha uma parte de suas economias em fundos DI, perdeu 3%.

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