Fábrica de chocolates Lacta entra em operação em novembro com expectativa de que vendas retomem crescimento
A expansão da produção de chocolates da Kraft Lacta Shuchard, das empresas Philip Morris, vai ocorrer na fábrica de Curitiba, que entra em operação em novembro desse ano. Mas isso só vai ocorrer quando o mercado voltar a crescer entre 10% e 15% ao ano como vinha acontecendo até 1996. Por enquanto o mercado está estagnado e não comporta investimentos em aumento da produção, informou o diretor presidente de Alimentos do grupo, Gustavo Abelenda.
Abelenda esteve em Curitiba onde participou da solenidade de formatura da primeira turma da Universidade de Alimentos (UAL), junto com o governador Jaime Lerner. A UAL funciona na Cidade Industrial de Curitiba e é mantida com recursos do Senai e Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Cerca de 108 alunos estão se formando e parte desse pessoal será aproveitado pela Philip Moris, depois de passarem por um curso de especialização de mais 20 horas no preparo de chocolates e bebidas em pó.
Segundo Abelenda, as duas fábricas da Lacta, compradas pela Philip Morris, em São Paulo não comportam investimentos em expansão. Uma delas, localizada no bairro paulistano do Brookilin, foi desativada e suas funções foram transferidas para Curitiba. Ela produzia o equivalente a 10% da produção de chocolates, em especial os produtos Brek, Lancy e Amanditas. Abelenda não informou o volume de produção das fábricas, alegando sigilo.
A outra fábrica, instalada no bairro de Pinheiros, produz em torno de 90% da produção de chocolates. Essa fábrica está localizada num bairro central da cidade e isso dificulta os projetos de expansão. No Paraná, a Philip Morris está sendo beneficiada com incentivos do programa Paraná Mais Empregos, que prorroga o recolhimento de ICMS.
A Philip Morris comprou a Lacta em 1996 por US$ 40 milhões e agora os investimentos na modernização da planta industrial deverão ocorrer em Curitiba, disse o diretor. Para isso, a empresa já está se estruturando com formação de pessoal e de fornecedores. Uma das exigências da Philip Morris é a compra de leite em pó de alta qualidade. A fábrica está sendo abastecida com leite em pó importado da Argentina e com o produto da Confepar, cooperativa de Londrina, que envia entre 12 toneladas a 15 toneladas, que correspondem a 5% do volume de leite em pó consumido pela empresa.
Entre julho e agosto deverá entrar em operação a produção de bebidas em pó da Philip Morris, como Tang e Clight. Para a estruturação da administração da empresa, foram trazidas 150 funcionários de São Paulo e foram contratados mais 150 em Curitiba. A previsão é contratar 400 pessoas para as fábricas de chocolates e bebidas até o final do ano e mais 600 pessoas no ano que vem.
Segundo Sérgio Piza, diretor de Recursos Humanos da Philip Morris, os funcionários que serão contratados daqui para frente deverão passar por cursos no preparo de alimentos na UAL. Os interessados devem ter 18 anos completos e conclusão do 1º grau. Devem procurar a Fundação de Ação Social nos postos localizados na rua da Cidadania dos bairros Pinheirinho, Santa Felicidade, Bairro Novo, Portão, Boqueirão e Araucária.

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