Mercado está prevendo novas altas do milho
Os preços do milho deverão aumentar lentamente com o avanço do período da entressafra, principalmente nos Estados do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Apesar da safrinha ter tido uma boa produção, a oferta foi insuficiente para atender à demanda interna. Novas altas estão previstas para dezembro.
A análise, divulgada ontem, é do FNP Consultoria & Comércio, de São Paulo. Para atender à demanda e equilibrar os preços o governo entrou leiloando estoques. No entanto, em algumas regiões específicas, o leilão teve demanda fraca, caso de Goiás, no início da semana.
O pouco interesse refletiu a baixa qualidade do produto e alto do custo do deslocamento para outras regiões. Chegaria a R$ 9,00/saca em Santa Catarina (considerando frete, expedição, comissão, Funrural e carregamento).
Os analistas da FNP acreditam que os preços deverão se manter firmes já que a pressão da demanda é maior. Apesar dos leilões já realizados, na maioria das vezes eles se tornam inviáveis para os compradores. Desta forma, em algumas regiões deveremos observar que há aquecimento no mercado, segundo a FNP.
Apesar da falta do produto, as compras por parte das grandes indústrias continuam retraídas. É que as indústrias - segundo informaram ontem cooperativas do Paraná -, compram o estritamente necessário justamente para segurar o preço nos atuais patamares. As altas, mesmo em baixos percentuais, podem revelar um mercado avidamente comprador e então precipitar altas acentuadas de preços, acima dos atuais R$ 7,10/saca, pagos ao produtor, e R$ 8,80 no atacado, em lotes. No entanto, chegará o momento em que a lei da oferta e procura vai determinar um preço do milho bem acima dos valores anunciados atualmente nos balcões das indústrias ou cooperativas.
A falta de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do milho nesta safra de verão são forte fator de alta. Principalmente porque os levantamentos preliminares estão indicando comprometimento da produtividade.





