Mercado está otimista com contas externas
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segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Agência Estado 
Brasília - O mercado financeiro está otimista em relação às contas externas brasileiras e reduziu as projeções de déficit em conta corrente de 2003 de US$ 1,10 bilhão para apenas US$ 400 milhões. O número contido na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) com cerca de 80 instituições financeiras veio acompanhado de elevação das estimativas de superávit da balança comercial.
O déficit nas contas externas em 2002 foi de US$ 7,757 bilhões (1,6% do PIB), valor três vezes inferior aos US$ 23,212 bilhões (4,55% do PIB) registrados em 2001. As estimativas de déficit em conta corrente para 2004 recuaram de US$ 5 bilhões para US$ 4,95 bilhões. O valor projetado, apesar da redução, é bem superior às previsões para este ano. A razão pode ser encontrada na queda das expectativas de superávit da balança comercial no próximo ano para US$ 16 bilhões. Apesar de menor, o número estimado ainda é superior aos US$ 15,98 bilhões de superávit projetado na pesquisa divulgada na segunda-feira da semana passada.
A queda veio acompanhada de uma melhora nas expectativas de crescimento da economia em 2004 para 3%, contra uma estimativa de 0,83% no corrente ano. Na pesquisa anterior, a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2003 ainda estava em 0,94%.
As projeções de mercado para o fluxo de investimento direto estrangeiro (IDE) em 2003 e no próximo ano mantiveram-se estáveis em US$ 8,50 bilhões e US$ 12 bilhões, respectivamente. Os dois valores superam com folga as estimativas de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos projetado para ambos os anos.
As previsões de mercado para a taxa de câmbio no final do ano caíram, na mesma pesquisa, de R$ 3,14 para R$ 3,10, e as estimativas para o próximo ano recuaram de R$ 3,37 para R$ 3,35. As estimativas de taxa média de câmbio, por sua vez, foram reduzidas de R$ 3,12 para R$ 3,11 em 2003 e de US$ 3,27 para R$ 3,26 no próximo ano.
O mercado, ao mesmo tempo, promoveu uma pequena redução das previsões de taxa de juros ao fim de 2003 de 18% para 17,83% ao ano. As estimativas para 2004 mantiveram-se nos mesmos 15% da pesquisa anterior, e as expectativas para o final de outubro deste ano ficou em 19%.
Quanto à inflação, as previsões para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2003 voltaram cair e passaram de 9,61% para 9,59%.


