Mercado está dividido sobre queda do juro
Agência Folha
De São Paulo
O mercado está dividido quanto à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que se reúne hoje e amanhã, em relação à taxa básica de juros, hoje de 19% ao ano.
Uma parte acredita que o Banco Central vai manter a posição conservadora das últimas reuniões do comitê e irá manter a atual taxa. Outra crê numa pequena redução, de 0,25 ponto percentual.
Para Marcelo Allain, economista do banco Inter American Express, uma redução de 0,25 ponto percentual não traria riscos de aumento na inflação. O cenário hoje é bem mais favorável do que em julho do ano passado, quando ocorreu a última redução significativa dos juros (de 21% para 19,5% ao ano), afirma.
A opinião de Joaquim Paulo Kokudai, diretor de renda fixa do Lloyds Bank, é diferente. Ele diz acreditar que o BC determine a manutenção da atual taxa de juros com, no máximo, a adoção de um viés de baixa o que significaria que os juros poderiam ser reduzidos mesmo antes da próxima reunião do Copom.
A estabilidade da cotação do dólar, que tem ficado na faixa entre R$ 1,75 e R$ 1,80, a entrada de capital estrangeiro no país e os índices de inflação mais baixos divulgados na última semana são os argumentos usados por quem defende a queda nos juros.
Por outro lado, o aumento no preço do petróleo no mercado internacional o que pode levar à inflação e as dúvidas em relação ao desempenho da balança comercial nos próximos meses podem fazer com que o BC aja com cautela e opte pela manutenção da taxa em 19%.





