São Paulo O Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar hoje, ao término da sua 89 reunião, uma redução entre 1 e 1,5 ponto porcentual da atual taxa básica de juros, de 20% ao ano para 19% ou 18,5%. Esta é a expectativa de 33 instituições financeiras consultadas pela Agência Estado.
Das 33 instituições ouvidas, 23, ou 69,69%, esperam que o Copom reduza em 1 ponto porcentual a taxa de referência da economia brasileira, para 19% ao ano. Outras 9 instituições apostam em um corte de 1,5 ponto, o que derrubaria a taxa para 18,5% ao ano e apenas uma trabalha com um intervalo de 1 a 1,5 ponto porcentual de corte na Selic.
Se os analistas divergem na magnitude da taxa de corte da Selic, eles concordam que tanto 1 como 1,5 ponto confirmará os sinais de conservadorismo emitidos pelo Banco Central por meio da ata da última reunião do Copom e do relatório de inflação de setembro, documentos pelos quais a autoridade monetária demonstrou que a partir deste mês adotaria uma postura mais gradualista na sua política de corte de juros.
O economista Alexandro Agostine, da Global Invest, que prevê um corte de 1,5 ponto porcentual na Selic, acha que o Copom tem espaço até para reduzir mais a taxa básica de juros, dada o baixo nível da atividade econômica. Mas segundo ele, os sinais emitidos pelo BC na ata da reunião de setembro no relatório de inflação demonstravam a preocupação com um possível repasse para os preços dos reajustes de salários com base na inflação passada. ''Além disso, até agora não se sabe se os cortes já promovidos na taxa de juros foram aquém, além ou na medida exata para estimular a retomada da economia'', diz Agostine.
Na MB Associados, segundo o economista Cristiano Souza, a expectativa é de que a partir de hoje a economia terá como referência uma taxa básica de juros de 19% ao ano, com um corte de 1 ponto porcentual do atual patamar de 20%.

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