Brasília O mercado financeiro acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará os juros, em sua reunião de hoje e amanhã, de 22% para 24% ao ano. A estimativa está contida na mediana das respostas de 100 instituições financeiras e empresas de consultoria ao questionário semanal feito pelo Banco Central (BC) com perguntas sobre vários indicadores econômicos.
O novo porcentual, divulgado ontem, aponta para uma taxa de juros real na economia da ordem de 13 pontos porcentuais, se for levada em conta uma projeção de inflação para 2003 de 11%. Uma taxa de juros elevada ajuda o País a atrair capitais estrangeiros e, com isso, combater a alta do dólar no mercado doméstico, uma das principais fontes de alimentação da inflação nos dias de hoje.
A projeções de Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2002 mantiveram a trajetória de alta dos levantamentos anteriores e subiram de 11,63% para 12,12%. A mesma tendência repetiu-se na média das respostas às perguntas sobre o IPCA de 2003, com as estimativas aumentando, em média, de 10,83% para 11%.
Alguns economistas têm explicado que a elevação das expectativas de inflação pode estar sendo provocada, em parte, por um certo descontrole da oferta de moeda na economia em razão, entre outros motivos, do pagamento da correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
As estimativas de taxa de câmbio para o fim deste ano subiram de R$ 3,50 para R$ 3,60 e as previsões para o fim de 2003 foram revisadas de R$ 3,66 para R$ 3,70. As projeções para o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos deste ano recuaram, ao mesmo tempo, de US$ 9,50 bilhões para US$ 9,10 bilhões. As previsões para 2003 caíram ainda mais de US$ 6,9 bilhões para US$ 6 bilhões.

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