Mercado espera redução nos juros hoje
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de abril de 1999
Agência Estado 
Abril começa com a perspectiva de novas reduções dos juros. O cenário econômico melhorou muito, com o dólar sob controle e os índices de inflação bem abaixo do esperado, permitindo que o Banco Central (BC) promova novos cortes nas taxas. Há quem aposte que a autoridade monetária vai diminuir os juros, hoje em 42% ao ano, antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o dia 14. Essa perspectiva torna as aplicações prefixadas, como CDBs e fundos de renda fixa tradicionais, aplicações atraentes, pois tendem a se beneficiar quando a tendência dos juros é cadente.
O diretor de Fundos do Banco de Investimentos do Sudameris, Marcelo Elaiuy, entende que, para quem pode aplicar por prazos longos, apostar nos prefixados parte do patrimônio é boa opção. Já o investidor conservador deve continuar nos fundos DI, que seguem os juros.
Elaiuy diz que as perspectivas da economia estão bem melhores, especialmente depois do anúncio do acordo com o FMI, que aliviou a pressão sobre o câmbio. Um dos pontos de destaque foi a informação de que o BC pode usar, até junho, mais de US$ 8 bilhões para controlar o dólar. Esse ambiente de maior tranquilidade fez com que, aos poucos, o mercado de crédito externo se reabrisse para as empresas brasileiras, que voltaram a captar recursos no exterior.
A perspectiva de que o Brasil reconquiste de vez a credibilidade com os investidores internos e externos dá alento ao investimento em ações. Se o governo cumprir as metas fiscais acertadas com o FMI e a balança comercial começar a mostrar superávits expressivos nos próximos meses, o capital estrangeiro tende a voltar com apetite aos pregões. Isso poderia dar sustentação a uma trajetória consistente de alta das ações. A questão é que o investimento em Bolsa tem de ser feito por prazos longos. No curto prazo, a volatilidade desses mercados costuma ser grande.
Elaiuy, entende que há boas oportunidades nas Bolsas. Ele destaca as empresas exportadoras, que se devem beneficiar da desvalorização do real, pois seus produtos ficaram mais competitivos em dólar. Ele também destaca as ações de instituições financeiras. Os juros altos favorecem os bancos.


