Mercado espera redução da Selic
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segunda-feira, 01 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Existe convicção de que os juros básicos persistirão em queda e podem escorregar de 15,75%, nível em que fechou 2000, para um intervalo entre 13% e 14% no fim deste ano. A dúvida do mercado é saber quando haverá novo corte, depois da redução definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), dia 20.
A próxima reunião do Copom está marcada para o dia 17, antes, portanto, da do Federal Reserve (Fed), dia 30 de janeiro. Embora seja forte a expectativa de que o Federal Reserve promova uma redução no juro básico, para conter o ímpeto de desaceleração da economia nos EUA, seria improvável novo recuo de taxas por aqui no dia 17. O entendimento é que a decisão do Comitê de Política Monetária em dezembro antecipou a posição do Fed na primeira reunião do ano.
A perspectiva de continuidade de queda da taxa básica do governo também leva o mercado a prever que as instituições financeiras devem oferecer mais dinheiro aos consumidores.
O corte da taxa nominal de juro seguindo a inflação cadente não deve alterar substancialmente a margem de juro real em 2001 comparada com a do ano passado, comenta o gerente de Open do Banco Indusval, Antonio Rudyard.
Adotando-se um juro nominal médio de 16% no ano passado e descontando-se o IPCA em torno de 6% que serviu de meta de inflação para o governo, apura-se um juro real de 10%, próximo do que seria apurado pelo juro nominal estimado entre 14% e 13% e inflação projetada de 4%, na nova meta para este ano . O juro real não deve cair por enquanto e, portanto, o mercado de renda fixa não perde a atratividade.
Embora a tendência seja de queda nominal dos juros, Rudyard sugere os fundos DI como a melhor opção na renda fixa, por causa de possíveis acidentalidades externas e porque traduzem a realidade dos juros do mercado. O gerente de Investimentos da HSBC Investiment Bank, Fernando Aoad, entende que o momento é apropriado para se amarrar em um fundo prefixado para tirar proveito da redução dos juros.
O diretor de Administração de Carteiras da Lloyds Asset Management (LAM), Marcelo Maneo, afirma que o juro real entre 10% e 9% está ainda entre os mais elevados do mundo e propõe três opções: fundos DI, de Renda Fixa puro e outro de Renda Fixa, conhecido como derivativo conservador, com títulos públicos e privados.


