Os olhares do mundo do café se voltam hoje para Londres e, mais uma vez, por causa do plano de retenção de 20% das exportações mundiais de café. A expectativa está no anúncio da adesão dos países asiáticos - Indonésia, Vietnã e Índia - e dos latinos México e Honduras à iniciativa, que foi lançada sob a batuta do Brasil e da Colômbia. Desde que implantou o plano em 1º de julho, o maior produtor mundial da commodity, registrou uma queda de 22% nas suas exportações, considerando-se os 2,4 milhões de sacas embarcados entre julho e agosto em relação a igual período do ano passado.
A estréia da retenção, em julho, levou o Brasil a embarcar os níveis mais baixos desde 1994, principalmente em se tratando de um período de safra. ‘‘As regras da retenção ainda estavam sendo conhecidas’’, argumentou o presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Jorge Esteve Jorge.

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