A atenção do mercado financeiro está voltada para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para quarta-feira, que vai definir o nível das taxas de juro. É consenso a idéia de que as taxas serão reduzidas. O que se discute é a intensidade dessa queda. A maior parte dos analistas aposta que a TBC (piso do juro) deve cair dos atuais 34,5% ao ano para cerca de 30% a 31%.
O preocupante resultado das contas públicas em 1997 mostrou que o governo precisa derrubar os juros o mais rápido possível, para não aumentar ainda mais seu déficit com o pagamento dos encargos da dívida pública. Desse modo, o dilema do Banco Central (BC) é encontrar um nível de taxa de juro que, ao mesmo tempo que reduza o custo de rolagem da dívida, seja suficientemente atraente para o capital estrangeiro.
Os mais otimistas acreditam que a TBC pode cair até abaixo de 30% ao ano; os analistas mais cautelosos, por sua vez, entendem que o BC deverá ser mais conservador, deixando o piso do juro acima de 31%. A TBAN (teto do juro), que hoje vale 42% ao ano, deve recuar menos. Baixar menos acentuadamente a TBAN é um recurso utilizado pelo BC como precaução. Se houver algum eventual percalço, as taxas podem ser empurradas para o teto.
Mas, seja qual for a intensidade de queda das taxas, o pequeno aplicador vai continuar tendo na renda fixa a melhor opção, pois o juro real permanece muito alto. Para quem tem pequenas quantias, os fundos de 60 dias são as aplicações mais indicadas.
As perspectivas para as Bolsas são positivas. No front externo, a Bolsa de Nova York apresenta bom desempenho, e a situação dos países da Ásia está calma há várias semanas. Internamente, a perspectiva de privatização dos setores de telecomunicações e de energia dá alento aos investidores. No entanto, a questão é que o custo de oportunidade de investimento em ações ainda é elevado, pois os juros pagos pela renda fixa continuam muito elevados.

mockup