Mercado espera fusão na área de GLP
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quarta-feira, 16 de junho de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A holandesa SHV, que atua nos setores de gás e de atacado de alimentos, prepara um processo de fusão operacional das duas distribuidoras de gás de botijão nas quais tem participação acionária no País, a Supergasbrás e a Minasgás, atualmente quarta e quinta colocadas no ranking do setor, respectivamente. A operação deve alçá-las à categoria de segunda maior empresa, com participação de 23,8% no mercado, colada na líder Ultragaz, que tem 24,4%, e ultrapassando a italiana Agip - em processo de negociação de venda para a Petrobras - e a Nacional Gás Butano.
Ontem, a Supergasbrás informou à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) que está em negociação para a venda de 51% de suas ações. A transferência de controle é fundamental para os planos da SHV, que é dona dos 49% restantes. Segundo fontes do mercado, a própria multinacional compraria os papéis que estão à venda - que hoje pertencem à família Lemos de Moraes, fundadora da companhia em 1955.
Confirmada a operação, a SHV passa a controlar integralmente as duas distribuidoras e pode dar início a um processo de fusão operacional que garantiria um ganho ''brutal'' de sinergia, na avaliação de um importante executivo do setor. Hoje, continua a fonte, existem cidades em que há uma base de armazenamento para cada empresa, separadas apenas por um muro. ''Com a fusão, pode-se quebrar o muro e reduzir os custos de forma expressiva'', afirmou.
Reduzir os custos pode significar cortar pessoal ou diminuir a estrututa logística, por exemplo. O setor reclama que, apesar da queda nas vendas nos últimos anos, o custo fixo das empresas continua aumentando, o que se reflete em uma redução das margens de lucro. Uma fusão entre Supergasbrás e Minasgás, portanto, teria o efeito de aumentar a rentabilidade do acionista controlador, uma vez que o volume de vendas praticamente dobraria e os custos poderiam ser reduzidos, diz outro especialista.


