Mercado espera dia de turbulência
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domingo, 21 de julho de 2002
Luciana Coelho<br> Agência Folha 
São Paulo - Esta segunda-feira promete turbulências no mercado, onde as atenções se voltam para a possibilidade de um novo acordo entre o Brasil e o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Hoje, a vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, se reúne, às 15h, com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que na última semana negou já estar negociando um novo empréstimo com o fundo.
Foi justamente Fraga que acabou dando margem aos rumores de negociações, quando embarcou para os EUA, há duas semanas, com o objetivo de melhorar a imagem do Brasil junto aos investidores dos EUA e resgatar a confiança no país.
Na bagagem, o presidente do BC trouxe o apoio do triunvirato da economia global - Horst Köhler, diretor-gerente do FMI, Paul O'Neill, secretário do Tesouro dos EUA, e Alan Greenspan, diretor-presidente do banco central norte-americano, o Federal Reserve.
As manifestações favoráveis foram imediatamente interpretadas pelo mercado como a iminência de uma nova linha de crédito, que suavizaria possíveis solavancos na transição presidencial.
Só que Fraga negou, o FMI negou e o mercado levantou então mais uma possibilidade: a de que o Fundo e o governo estariam então costurando um acordo de transição com os principais candidatos à Presidência - Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cai nas pesquisas; Ciro Gomes (PPS), em ascensão; José Serra (PSDB) e Anthony Garotinho (PSB) - para garantir que o país continuasse a cumprir metas fiscais.
Leilão - O BC oferta hoje 6.400 contratos de ''swap'' cambial, que garantem ao investidor a variação da taxa de câmbio.
São dois lotes de contratos, com vencimentos em 23 de outubro deste ano e 13 de fevereiro de 2003 - estes, parte de uma oferta feita na última terça-feira e que teve todas as propostas recusadas pelo BC.
O leilão ocorre das 11h30 às 12h30 e o resultado será divulgado pelo BC a partir das 14h30. A operação será liquidada na quinta-feira.


