Brasília As apostas do mercado financeiro para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e termina quarta-feira, continuaram ontem concentradas em uma queda de um ponto porcentual da taxa Selic, que deve cair dos atuais 17,50% para 16,50%, segundo pesquisa semanal do Banco Central (BC) com cerca de 80 instituições financeiras e empresas de consultoria. O mercado já trabalha com a hipótese de os juros caírem mais 0,50 ponto porcentual em janeiro, passando então dos 16,50% estimados para dezembro para 16% ao ano.
As previsões de juros para 2004 ainda contemplam a possibilidade de haver uma queda adicional de apenas mais dois pontos, com a taxa chegando a 14% ao ano ao fim de dezembro do próximo ano. Essa taxa seria inédita, pois o ponto mais baixo atingido pela Selic nos últimos anos foi 15,25% em fevereiro e março de 2001.
A previsão de redução da taxa de juros veio acompanhada da estimativa de queda do IPCA, o indíce adotado como parâmetro pelo governo para a política de metas de inflação, de 9,18% para 9,17% este ano. O porcentual, entretanto, ainda está acima da meta ajustada de inflação fixada pelo governo, de 8,5%.
Para 2004, a inflação projetada continua no nível de 6%, dentro da margem estabelecida pelo BC. A meta de inflação do próximo ano é de 5,5%, com margem de variação de 2,5 pontos porcentuais, para cima ou para baixo.
Já as projeções de IPCA para 12 meses à frente, por sua vez, aumentaram de 5,88% para 5,89%. O mercado, ao mesmo tempo, preferiu manter as estimativas de reajuste dos preços administrados em 2003 nos mesmos 13% do levantamento anterior. As estimativas para 2004, no entanto, recuaram de 7,15% para 7%.
As previsões para a taxa de câmbio no final de dezembro recuaram de R$ 3,00 para R$ 2,98. As estimativas para o fim de 2004 recuaram, ao mesmo tempo, de R$ 3,25 para R$ 3,20, enquanto as expectativas para janeiro se estabilizaram em R$ 3. As estimativas de câmbio médio para 2003 e 2004 ficaram estáveis em R$ 3,08 e R$ 3,11, respectivamente.
O mercado continua pessimista em relação ao desempenho da economia. As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) recuaram de 0,25% para 0,20% e para 2004 foram mantidas nos 3,50% do levantamento anterior.

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