- A gasolina comum é comercializada por todos os revendedores da cidade;
- Na semana seguinte ao reajuste na refinaria (10,42%), o preço médio aumentou em 8,03%. Praticamente todos os postos (98%) pesquisados praticavam o preço entre R$ 1,77 e R$ 1,79 o litro;
- Antes do reajuste, o coeficiente de variação dos preços na revenda alcançava 0,024. Depois do aumento, o mesmo coeficiente passou a 0,006. Isso indica uma convergência de preços;
- Antes do reajuste, o coeficiente de variação dos preços na distribuição alcançava 0,061, e depois do reajuste, o mesmo coeficiente passou a 0,051. Isso indica que na distribuição havia maior variação de preços que na revenda;
- A margem média de revenda na segunda semana de julho/01 apresentou-se bastante elevada em relação às demais cidades da Região Sul e do restante do Brasil, ficando em 20% em relação ao preço de venda e 25% em relação ao preço de distribuição;
- Na última semana de julho de 2001, 98% dos postos praticavam preço entre R$ 1,76 e R$ 1,78 o litro. O coeficiente de variação dos preços da gasolina comum na revenda era de 0,004.
- No caso do álcool hidratado, na semana de 22 a 28/07/01, 89% dos postos praticavam preços entre R$ 1,06 e R$ 1,08 o litro;
- Coeficientes de variação da gasolina comum e do álcool hidratado nos postos apresentaram-se mais concentrados do que nas distribuidoras.
Conclusão
- A análise da ANP mostra que antes do reajuste havia maior variação de preços na revenda e uma menor margem bruta se comparados ao período posterior ao aumento. Isso indica um comportamento atípico em comparação com outras cidades do mesmo porte pesquisadas pela ANP, e pode indicar a existência de conluio por parte de revendedores na fixação de preços ao consumidor.

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