Mercado eleva projeções de inflação
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segunda-feira, 08 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília A alta do petróleo no mercado internacional, provocada pelos conflitos no Oriente Médio, fez as projeções de inflação neste ano, colhidas em pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC), aumentarem de 5,04% para 5,26%. O porcentual supera a meta de 4,5% fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua penúltima reunião e também está próxima do teto de 5,5% do sistema de metas inflação.
A média das estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março e abril subiu, no mesmo levantamento feito com um grupo de 70 instituições financeiras e empresas de consultoria, de 0,42% para 0,45% e de 0,44% para 0,60%, respectivamente. As modificações não se refletiram sobre as estimativas para 2003, que continuaram, na média, em 4%.
A puxada nas projeções de inflação para este ano não foi acompanhada, entretanto, por uma elevação das estimativas para os juros. A previsões para a taxa Selic ao final deste ano continuaram em 16,5% ao ano, um valor apenas dois pontos porcentuais abaixo dos atuais 18,5%.
As estimativas para a taxa de câmbio ao fim do ano também não foram alteradas e ficaram estáveis em R$ 2,58. A mesma estabilidade foi observada nas projeções para a taxa de crescimento neste exercício, que permaneceram nos mesmos 2,42% da pesquisa anterior, feita entre os dias 25 e 28 de março. As previsões para câmbio e juros em 2003 é que sofreram alterações, com as projeções de juros subindo de 14% para 14,25% e a de câmbio recuando de R$ 2,68 para R$ 2,65.
A boa notícia veio com a subida das estimativas de mercado para os investimentos diretos estrangeiros, neste ano, de US$ 17 bilhões para US$ 17,2 bilhões. O número, apesar de maior, ainda está abaixo da estimativa oficial de investimentos diretos de US$ 18 bilhões.


