Mercado doméstico é abastecido com 80% da produção
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), Júlio Cardoso, negou que o aumento das exportações de frango tenha impacto no abastecimento do produto no Brasil. ''O frango está novamente funcionando como âncora de preços. Dizer o contrário é uma das maiores bobagens já publicadas'', afirmou, referindo-se a relatório recentemente divulgado por uma consultoria internacional.
Segundo Cardoso, 80% da produção de carne de frango é destinada ao mercado doméstico e 20% para a exportação. No primeiro trimestre, houve um aumento de 10,7% na produção de carne, para 2,035 milhões de toneladas. ''Desse volume, 1,590 milhão de toneladas foram para o mercado doméstico, que teve um aumento de oferta de 10,7%'', disse. ''O que está acontecendo é que o planejado aumento de consumo não aconteceu e os preços do frango estão caindo no mercado doméstico. Cadê essa inflação?'', questionou.
O presidente da Abef afirmou que o cenário é particularmente preocupante para os produtores de frango. ''O custo está subindo por causa da alta do milho e da soja e os preços do frango vêm recuando'', afirmou.
Em São Paulo, o último relatório da Associação Paulista de Avicultura mostrou que o preço do frango vivo na granja fechou março em R$ 1,27 o quilo uma queda de R$ 0,15, ou 10,56%. Enquanto isso, o custo médio do frango vivo encerrou o mês a R$ 1,45 por quilo. Isso significa que o avicultor operou com uma margem negativa de R$ 0,18 por quilo, ou de 14,17%.





