Mercado do PR deve responder bem
Assim como no restante do País, Fabiana Perobelli, gerente de produto do agronegócio da BM&FBovespa, acredita que o mercado do Paraná responderá positivamente ao novo contrato de etanol hidratado. O reflexo principal, pontua ela, deverá ser mesmo no equilíbrio dos preços. No Estado, por exemplo, há uma base grande na região de Araucária e agora, com a nova modalidade de negociação, as distribuidoras locais, traders e usinas poderão comparar os valores do produto formado em Paulínia e os comercializados no Paraná.
Para Anísio Tormena, presidente da Associação de Produtores de Bionergia do Estado do Paraná (Alcopar), a nova negociação para o etanol hidratado será bastante benéfica para o segmento. Segundo ele, a principal vantagem será a manutenção de um estoque regulador. ''Deverá diminuir a volatilidade do produto e contribuir para a captação de recursos mesmo com o produto em estoque'', diz.
E acrescenta que a prática é interessante, na medidade em que vai dar mais segurança ao produtor, que evitará ''jogar fora'' o produto por qualquer preço durante a safra e ficar com problemas na entressafra. No começo da safra, exemplifica, os preços estão em patamares satisfatórios, mas quando aumenta a oferta o cenário se inverte. ''Vamos nos valer de uma ferramenta bastante moderna. Com as negociações em bolsa poderemos regular os preços do nosso produto'', avalia o presidente da Alcopar.
Ele conclui que o setor produtivo quer ter margem de lucro que permita a sobrevivência de um empresário e ao mesmo tempo permita um preço interessante ao consumidor. Este, por sua vez, pontua Tormena, também deverá ganhar com preços mais estáveis. Com base em dados da Alcopar, a previsão para a safra 2010 é uma colheita recorde de 52 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Isso se o tempo ajudar, acrescenta. Cerca de 53% da safra será destinada à produção de álcool. Devem ser produzidos 2,3 bilhões de litros de etanol e 2,5 milhões de toneladas de açúcar. (E.Z.)





