Google abrirá escritório para start-ups no Brasil
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Objetivo da empresa é conectar "os diferentes aspectos da criação de uma start-up em um só lugar"
Yuri Gonzaga/Folhapress São Paulo - O Google vai abrir em São Paulo um espaço de trabalho compartilhado para start-ups, companhias tecnológicas em fase inicial, no ano que vem. O chamado Campus, que existe em Londres e em Tel Aviv (Israel), terá uma cafeteria com acesso grátis à internet para qualquer um que fizer cadastro on-line, e uma espécie de escritório comunitário para quem for selecionado - haverá anuidade, cujo preço não foi divulgado. O Campus é um projeto do Google for Entrepreneurs (Google para empreendedores), braço da gigante tecnológica que trata da área, e tem como ideia "conectar os diferentes aspectos da criação de uma start-up em um só lugar", segundo Mary Grove, 32, executiva que dirige essa divisão na empresa. "Queremos engajar start-ups de São Paulo, do Rio e outros lugares do Brasil, mas nosso plano é que o Campus atraia gente do mundo todo", disse. "Enquanto não investimos diretamente, levamos investidores para dentro do Campus para que as start-ups tenham acesso direto a eles." O local terá auditórios e salas de reunião que abrigarão cursos, palestras e concursos organizados pelo Google e pelos parceiros da empresa. Será em um prédio na região da avenida Paulista (o ponto específico não foi definido) e terá "diversos andares" - são 20 mil m² de área construída em Londres. O anúncio da chegada a São Paulo do Google for Entrepreneurs foi feito essa semana por meio de um post em blog da companhia. A escolha do Brasil como sede é devido ao "histórico de empreendedorismo" e pelo momento, que é oportuno, segundo Mary. No ano passado, o espaço londrino sediou 1.100 eventos, com 70 mil participantes. O total de membros do Campus inglês é de 30 mil, entre "inquilinos" e visitantes. Alan Leite, 31, diretor da Startup Farm, uma aceleradora (empresa que investe e mentora start-ups), diz que a ideia pode estimular a formação de novas start-ups. "A ideia é ter custo acessível, acesso logístico ótimo, tem a marca sexy do Google", diz. "Para um empreendedor, dificilmente haveria algo melhor do que isso."
Check-in O Foursquare anunciou esta semana que seu aplicativo homônimo não vai mais oferecer a função "check-in". Desde a última quinta-feira (24), segundo comunicado no blog oficial da companhia, a ferramenta foi transferida para o Swarm, serviço lançado pela empresa em maio e que, até então, servia apenas para o usuário exibir sua localização aproximada e descobrir a de seus contatos na rede social. Agora, o Foursquare, que ganhará um novo logotipo, vai funcionar somente como buscador de lugares, segmento mais lucrativo do serviço.
Buscas A empresa aproveitou para anunciar novas funcionalidades para o aplicativo, que passará a oferecer buscas baseadas na experiência individual de cada usuário. "Diga-nos do que você gosta, e poderemos procurar por lugares que correspondam aos seus gostos onde quer que você esteja", diz o comunicado. O aplicativo vai se basear em dados como "check-ins", fotos e buscas anteriores feitas pelas pessoas para oferecer resultados únicos para cada uma delas. Segundo o comunicado, o novo Foursquare será disponibilizado "muito em breve".
Lucro O Facebook registrou lucro líquido de US$ 791 milhões (US$ 0,30 por ação) no segundo trimestre, mais que o dobro dos US$ 333 milhões (US$ 0,13) registrados um ano atrás. A receita subiu para US$ 2,91 bilhões, ante US$ 1,81 bilhão no mesmo período do ano passado, com o aumento no volume de anúncios na rede social. Analistas consultados pela Thomson Reuters projetavam ganhos de US$ 0,32 por ação e receita de US$ 2,81 bilhões. Em Nova York, as ações do Facebook subiam 4,03% no after hours. Em comunicado, o presidente e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, afirma que a empresa teve "um bom segundo trimestre", e que a rede social continua crescendo.
Quadrinhos A ComiXology, maior loja virtual de quadrinhos digitais no mundo, anunciou que desde ontem os usuários de seu aplicativo homônimo poderão fazer download de HQs livres de DRM ("gestão de direitos autorais", da sigla em inglês). Isso significa que os arquivos poderão ser salvos em PDF ou CBZ (formato especial para quadrinhos) para leitura off-line em qualquer dispositivo. Antes, só era possível acessar o conteúdo comprado na loja por meio de conta pessoal no aplicativo da empresa para tablets e smartphones ou no site..
Limites Segundo comunicado oficial assinado pelo presidente-executivo David Steinberger, a liberação limita-se por enquanto há apenas algumas editoras, e a lista não inclui as gigantes Marvel e DC Comics. As companhias que liberaram downloads sem DRM são a Image Comics, responsável por sucessos como "Spawn" e "The Walking Dead", Dynamite Entertainment, Zenescope, MonkeyBrain Comics, Thrillbent e Top Shelf Productions. O comunicado informa que os usuários podem descobrir quais de suas revistas suportam backup sem DRM na aba "My Backups" da seção "My Books".