MERCADO DIGITAL - O movimentado mercado de aplicativos móveis
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
Pesquisas indicam que o mercado de aplicativos móveis estará ainda mais aquecido este ano. A empresa de pesquisas Gartner apontou que, em 2011, os downloads desses programas deve alcançar os 17,7 bilhões em todo o mundo, um crescimento de 117% em relação ao ano passado, quando 8,2 bilhões de aplicativos foram baixados.
Até o final de 2014, o número de aplicativos adquiridos deve superar os 185 bilhões desde o primeiro lançamento, em 2008. Esses softwares são baixados em lojas on-line como a AppStore, para aparelhos da Apple, Android Market, para aparelhos com sistema operacional Android, Nokias Ovi Store ou Research In Motions App World, para aparelhos BlackBerry, por exemplo.
Juntas, estas lojas devem ultrapassar os US$ 15,1 bilhões de receita em 2011, gerados tanto por compras de usuários finais quanto pela renda gerada pela publicidade às empresas. Em 2010, essa receita atingiu os US$ 5,2 bilhões. De 2010 a 2014, esse mercado vai assistir a um crescimento superior a 1.000%, diz ainda o Gartner.
Esse mercado tão atrativo diz respeito a aplicativos para dispositivos móveis como smartphones e tablets, para este último, no entanto, com downloads ainda um pouco tímidos devido ao lançamento recente desses devices no mundo. Aplicativos muito comuns, por exemplo, são aqueles para operações financeiras via SMS, location-based services (serviços com base na localização), para pesquisas, navegação, monitoramento da saúde, propaganda e multimídia.
Realidade brasileira
A analista do Gartner no Brasil, Elia San Miguel, ressalva, no entanto, que a realidade que pode ser vista no país é diferente da apresentada no estudo mundial, uma vez que a penetração de smartphones - quem dirá de tablets - ainda é muito pequena por aqui. Em 2010, a penetração de smartphones no país era de 17,45%, referente à venda de novos dispositivos no território brasileiro.
Em 2011, espera-se que esse índice alcance os 25%, chegando a metade dos aparelhos celulares vendidos apenas em 2014 ou 2015. Há crescimento significativo, e isso acarreta aumento dos downloads nas application stores, diz a analista. Mas mesmo que o índice brasileiro esteja acima do apresentado pela América Latina - de 15% em 2010 e 20% em 2011 -, não se compara aos índices dos mercados mais maduros, ela acrescenta. E a maioria dos aplicativos disponíveis são de fora - poucos estão em língua portuguesa.
O desenvolvimento de aplicativos móveis está evoluindo muito, mas na região, ainda é muito incipi-ente, afirma Miguel. Neste contexto, há muito espaço para as empresas brasileiras que desejam investir nesse filão e desenvolver aplicativos próprios. A analista deixa a dica: Quanto mais aplicativos localizados tiverem com gostos e costumes do mercado nativo, maior a possibilidade de sucesso.
Assistindo a este cenário positivo, empresas da área de desenvolvimento de softwares começaram a ver o mercado de aplicativos móveis com bons olhos e a investir nisso também aqui no Brasil.
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