O mercado de automóveis e comerciais leves somou alta de 0,77% no mês passado sobre maio, mas com forte queda de 11,08% em relação a junho de 2012. Os números são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que justifica o resultado pela instabilidade econômica do País, aliada ao fato de que junho do ano passado foi quando as vendas receberam um impulso pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no segmento. No acumulado do semestre, porém, os negócios tiveram aumento de 4,62%, o que fez com que a entidade ampliasse a expectativa de crescimento do setor de 2,6% para 3,3% em 2013.
Foram comercializadas 302.896 unidades no mês passado, pouco mais do que as 300.596 de maio. Em junho de 2012 a marca havia sido de 340.657. No acumulado do semestre, foram 1,707 milhão de veículos ante 1,632 milhão no mesmo período de 2012.
O presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, afirma que o desafio será manter o compasso de vendas dos primeiros seis meses do ano. "Deveremos ter um compasso parecido com o do primeiro semestre, mas será menor do que no anterior, que teve números 'chineses', com mais de 400 mil unidades em um mês", diz.
Meneghetti diz ainda que as altas da inflação, das taxas de juros e do câmbio fizeram com que o consumidor e o segmento colocassem o pé no freio, o que deve durar ao menos até agosto. "Temos de rezar para o governo encontrar logo uma solução para a inflação e para que faça as reformas estruturantes que as pessoas pedem nas ruas", conta. Ele nega, porém, que as manifestações populares tenham reduzido as vendas, mesmo em Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), onde houve depredação de concessionárias.
Por outro lado, as vendas de caminhões e ônibus continuam a superar os resultados de 2012, pelo bom momento dos setores agrícola e de construção civil. No acumulado do semestre, a alta chega a 8%, com 91.162 unidades emplacadas ante 84.366 do mesmo período do ano passado. As vendas de motos, porém, sofreram queda de 11,82%, ao passar de 848.607 nos primeiros seis meses de 2012 para 748.252 no acumulado deste ano.

Em Londrina
Gerente comercial da Ford Tropical, Fabio Citta espera um volume maior nos próximos meses devido aos novos modelos da marca. "Tivemos 15% a mais de vendas em junho sobre maio porque foram muitos lançamentos neste ano e estamos com carros em estoque", diz. Já o diretor comercial da Metronorte, Waldir de Rezende Filho, não vê o consumidor neste ano com o mesmo senso de urgência do fim do ano passado, quando havia a ameaça de fim da redução do IPI. "Mas teremos muitos lançamentos, promoções e chamarizes desta vez que vão trazer mais clientes", diz, com expectativa de que a revendedora da GM tenha 15% de crescimento no ano.
Na Marajó, da Fiat, o primeiro semestre foi 8% mais lucrativo do que o mesmo período de 2012, mas não será possível repetir o resultado daqui para frente. "Agosto do ano passado pesou muito, com o recorde em vendas na Marajó em 40 anos", diz o diretor comercial da empresa, Eduardo Meneghetti. Para o gerente de vendas da Norpave, Luiz Carlos de Andrade, a chuva e o frio atrapalharam os negócios em junho, mas a expectativa para o ano é boa. "O primeiro semestre foi positivo e devemos fechar com alta de 4% nas vendas sobre 2012." (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Mercado de veículos fecha semestre com alta de 4,6%
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