Mercado de títulos de capitalização cresceu 7% em 2001
No ano passado não faltaram problemas: racionamento de energia, crise na Argentina e desaceleração da economia norte-americana. Apesar do cenário adverso, o faturamento do mercado de títulos de capitalização cresceu cerca de 7% no ano, segundo estimativa da Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização). As estatísticas ainda não foram concluídas, mas, até outubro, a captação líquida já somava R$ 594 milhões.
O resultado chega a ser surpreendente, considerando que a rentabilidade desse tipo de produto financeiro é inferior à da caderneta de poupança, que tradicionalmente é um dos produtos menos rentáveis do mercado.
Diferentemente dos títulos de capitalização, a poupança fechou 2001 com captação negativa de 1,67% em relação ao saldo do final de 2000. Os fundos de investimento também não tiveram um bom ano em 2001: a captação líquida foi negativa em R$ 5,8 bilhões.
O crescimento da capitalização se explica parcialmente pelo otimismo brasileiro. O grande atrativo desse tipo de produto, que mescla acumulação de capital e jogo, são os sorteios de prêmios em dinheiro. Faz parte do imaginário do brasileiro esperar ganhar uma bolada num golpe de mágica. Isso está presente em todas as classes sociais, afirma a socióloga e economista Glória Maria Garcia Pereira.
A idéia que prevalece é a de poder concorrer a prêmios e, mesmo não sendo sorteado, receber no final todo dinheiro de volta.





