São Paulo - Londrina e Maringá estão na rota da pirataria de suprimentos. Só entre o final do ano passado e o primeiro semestre deste ano, foram realizadas três apreensões nas duas cidades – duas em Maringá e uma em Londrina -, que totalizaram mais de US$ 1,75 milhão em cartuchos e componentes. "O Paraná tem uma característica geográfica de proximidade com alguns polos fornecedores de componentes, e através de apreensões a gente vem encontrando um número alto de integradores", afirma Márcio Furrier, gerente de Desenvolvimento de Negócios da HP do Brasil.
As operações possuem a contribuição da HP, que conta com um time de 200 investigadores pelo mundo e recebe denúncias dos seus clientes. "Este ano, recebemos 101 denúncias, e outras 136 já estão sendo investigadas", destaca Furrier. A empresa realizou um evento na semana passada em São Paulo (SP) para mostrar suas ações de combate à pirataria.
Integradores, segundo o gerente, são pessoas que compram componentes como cartuchos, embalagens e selos das mais diversas partes do mundo e montam o produto final. "Aí, tem dois caminhos: ele revende o produto direto ou vende para revenda, que faz a operação comercial." Os compradores podem ser desde grandes empresas ou até órgão públicos, haja vista a semelhança cada vez maior dos produtos falsificados com os originais.
"O negócio da pirataria também cresce na qualidade", ressalta Luiz Pablo Alcalá, gerente de Marketing de Suprimentos da HP para as Américas. Até mesmo aqueles selos holográficos, usados para comprovar a autenticidade do produto, são fabricados em países como China e Rússia com alta tecnologia. A qualidade ainda pode deixar a desejar, mas passa despercebida a olhos menos atentos.
Sem saber que se trata de um produto falsificado, o consumidor acaba pagando o mesmo valor de um produto original por uma mercadoria que pode não atender às suas expectativas. A pirataria de suprimentos de impressão também traz impactos aos fabricantes e ao governo, que deixa de arrecadar impostos com estes produtos, afirma Edson Luiz Vismona, presidente executivo do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).
Preocupada em combater a pirataria, a HP anunciou semana passada um serviço destinado a grandes empresas e órgãos públicos para que estes possam ter a garantia de que estão consumindo produtos originais. Chamado de HP Counterfeit Verification Service, o serviço disponibiliza ao cliente a avaliação do seu estoque de suprimentos de impressão (cartuchos de tinta e toners) e emite um laudo técnico, que informa a autenticidade da mercadoria.
O serviço está disponível a clientes que adquirem 500 ou mais toners ou cartuchos em uma única compra. A HP também mencionou, na ocasião, sua ferramenta de autenticação dos cartuchos de impressão. Trata-se de um QR Code afixado ao selo do produto, que pode ser lido por meio de um dispositivo móvel com aplicativo de leitura instalado. Caso o cartucho seja original, o QR Code será validado. Se o consumidor não tiver em mãos um celular com leitor de QR Code, ele também pode consultar o código presente no selo no site www.hp.com/go/ok.
Nas impressoras lançadas pela HP desde setembro de 2009, também pode ser encontrado um software que identifica o cartucho ou toner original. A fabricante oferece um programa de recompensas, que premia clientes que usam cartuchos originais com download gratuito de jogos e aplicativos em troca de pontos acumulados a cada produto original detectado pelo software.

A jornalista viajou a convite da HP

mockup