Mercado de software cresce 11% ao ano no Brasil
O Brasil detém o sétimo maior mercado de software do mundo e, desde 1995, cresce a uma taxa média anual de 11%. No Paraná, o segmento emprega direta e indiretamente cerca de 45 mil pessoas. Os pólos estão concentrados em Curitiba, onde estão instaladas a maioria das empresas de hardware (componentes); e em Londrina, Maringá (Região Noroeste) e Pato Branco (Região Sudoeste), onde estão constituídos os Arranjos Produtivos Locais (APLs). O Estado disputa com a Bahia o quinto maior pólo nacional do segmento, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Ao todo, são cerca de 23 mil empresas constituídas no País que, juntas, empregam mais de 700 mil pessoas. A receita líquida das empresas de Tecnologia da Informação (TI) é estimada em R$ 22 bilhões. Cerca de 96% das indústrias são micro ou pequenas e, segundo dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 79% têm faturamento inferior a R$ 1 milhão; 17% têm receita entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões e somente 4% lucram mais de R$ 10 milhões. Apenas 2,1% das empresas de TI são exportadoras, o que totalizou US$ 235 milhões em negócios em 2004.
Segundo o documento elaborado pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro), o setor oferece uma das maiores remunerações do mercado porque exige profissionais qualificados e especializados. ''Tal situação é agravada pela falta de profissionais, vivemos um momento em que a demanda é maior que a procura, algo raro em qualquer cenário internacional porque, em geral, tem o problema inverso: do desemprego'', comenta o projeto elaborado pela Assespro.
Mundo - O setor de TI mundial movimenta cerca de US$ 1 trilhão por ano. Em 2007, a expectativa é de um crescimento de cerca de 6%, com tendência de melhores resultados em países de mercado emergentes, como a Índia, China e Brasil. Conforme o documento da entidade, a TI está incluída em diversos setores da economia como: serviços públicos, automação industrial, redes de comunicação, controle de criação, produção agropecuária e educação. (F.M.)





