Mercado de seguros cresce 12%, abaixo da expectativa
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sábado, 08 de dezembro de 2001
Rosana Félix<br>De Curitiba 
O mercado de seguros, previdência privada e capitalização cresceu 12% em 2001, segundo estimativa da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização (Fenaseg). O aumento não foi o esperado pelo setor, principalmente por causa da desaceleração econômica mundial. Para o ano que vem, as empresas esperam crescimento de 15%, impulsionado pelo aumento de contratos de previdência privada e seguro de vida.
De acordo com o presidente da Fenaseg, João Elísio Ferraz de Campos, o número de pessoas que contrata seguros tem aumentado a cada ano, mas os gastos com indenizações cresceram mais ainda. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), considerando apenas o setor de seguros, o crescimento entre janeiro e setembro foi de 6,75%. A arrecadação atingiu os R$ 18 bilhões. Já as indenizações pagas aumentaram em 7,72%, com o desembolso de R$ 10,7 bilhões.
Campos disse que o Brasil ocupa o 21º lugar no ranking de contratos de seguros, sendo que o País teria capacidade para ser o 8º colocado. ''A nossa base de segurados ainda é bem pequena, mas isso é porque falta dinheiro à população'', afirmou.
O vice-presidente da Fenaseg, Nilton Molina, estima que o mercado de seguros gerais, em um prazo de dez anos, cresça o equivalente a 10% acima do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Já o de vida e previdência privada deve ser até o triplo do crescimento do PIB. ''Se o PIB for de 4%, os seguros gerais devem ter alta de 4,4%, enquanto que o de vida aumente 12%'', exemplificou.
O descrédito da população com o seguro social e a estabilidade econômica são dois fatores que vão impulsionar as vendas de planos de previdência e seguro de vida, afirmou Molina. ''Há alguns anos, por causa da troca de moedas constante e inflação alta, ninguém planejava o futuro, mas agora isso é comum'', disse. O setor de previdência privada aumentou 33,77% nos nove primeiros meses de 2001. Foram arrecadados R$ 4,9 bilhões.
O Paraná movimentou R$ 880,5 milhões em seguros entre janeiro e setembro deste ano, com participação de 4,85% do mercado nacional. Com esse desempenho, o Estado passou da quinta para a quarta colocação no ranking nacional, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Seguros para automóveis, vida em grupo e incêndio foram os mais procurados pelos paranaenses.


