O setor de pet food – ou, em bom português, alimentos para animais domésticos, especialmente cães e gatos - já movimenta R$ 1,9 bilhão por ano no País, segundo dados do Instituto AC.Nielsen. A cifra reflete um crescimento espantoso: a produção foi de 220 mil toneladas em 1994 para 1,15 milhão de toneladas em 2001, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais (Anfal).
O mercado é promissor. Tanto que as estimativas da indústria são de que apenas um terço dos 27 milhões de cães e 11 milhões de gatos brasileiros se alimentam de ração. No Reino Unido, 60% dos animais de estimação consomem rações, porcentual que chega a 80% na França. Há, portanto, um grande mercado potencial, especialmente porque o censo animal da Federação Brasileira de Zoonoses leva em conta apenas cães e gatos vacinados em locais públicos. Isso quer dizer que a população pode ser maior.
Paralelamente à indústria de alimentos, cresce a venda de produtos e de pet shops em todo o País, que movimentam outro R$ 1 bilhão. Só na cidade de São Paulo existem 4 mil pet shops vendendo areia, coleiras, brinquedos e até jóias. Vera Loyola não se envergonha de usar coleiras de grife – Gucci é a preferida – nem de dar jóias de presente para a cadela Pepezinha.
No Brasil, o Ibope estima que em 59% dos domicílios existe algum animal de estimação, e em 44% deles há pelo menos um cachorro (média de 1,3 por domicílio) e em 16% pelo menos um gato (média 1,5 por domicílio). Nas classes A e B – principal mercado de rações –, 63% das casas têm animais. Já na classe C, que constitui o mercado potencial desse produto, 64% dos lares possui algum animal, e nas classes D e E, 55% têm animais.

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