Mercado de motos dá sinais de melhora
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quinta-feira, 09 de maio de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
A produção de motocicletas no País cresceu 18% em abril na comparação com março. Foram 154.670 unidades contra 131.174. Já as vendas no atacado subiram 22,5%, totalizando 159.286 motocicletas, ante 129.982. Na comparação entre abril deste ano e abril do ano passado, a produção expandiu 6,2% e as vendas, 14,9%. Os números são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).
No volume acumulado do ano (janeiro a abril), as vendas no varejo retraíram 14,2%, passando de 574.713 unidades, em 2012, para 493.038 unidades, em 2013. Já as de atacado recuaram 13,5%, caindo de 607.101 para 525.364 unidades, e a produção ficou 18,1% inferior, com 536.378 unidades, em 2013, contra 655.242 unidades, em 2012.
"Começamos a notar certa reação do mercado. Apesar dos índices ainda permanecerem abaixo dos atingidos em 2012 e das adversidades com relação ao crédito, esperamos uma recuperação gradativa a partir do segundo semestre", diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.
Em Londrina, o gerente comercial da Kalla´s Moto, concessionária Honda, Valdecir Antonio Scarcelli, respira aliviado. "As expectativas para este ano são boas. Vamos recuperar o mercado perdido", afirma. Ele conta que o segmento viveu uma crise desde 2008, quando os bancos fecharam as torneiras do crédito. "Aos poucos, o crédito está voltando", conta. De acordo com Scarcelli, a concessão de financiamento para pessoas de 18 a 21 anos de idade ficou extremamente restrita nos últimos anos. "E esse é um nicho muito importante para a gente", declara.
Já, na Dafra Motos, o clima é de menos otimismo. Segundo o vendedor Rogério de Freitas, os negócios caíram mais de 50% na comparação com o ano passado. "Vendia cerca de 15 motos por mês. Neste ano estamos vendendo 7, 8", declara. De acordo com ele, três funcionários foram demitidos em função da crise. "Estamos esperando para ver se melhora a situação. Se não melhorar, não sabemos o que vamos fazer", ressalta.


