Mercado de máquinas pesadas ganha impulso
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sábado, 19 de março de 2005
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Empreiteiras e construtoras brasileiras já estão movimentando o mercado de máquinas rodoviárias, após o anúncio do governo federal que vai aplicar US$ 3 bilhões nos próximos três anos na conservação e duplicação das rodovias federais. Mesmo antes das licitações, as empresas já estão renovando o parque de máquinas que encontra-se muito sucateado após anos sem o País investir em infra-estrutura, admitiu Persio Pastri, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Pastri disse que a movimentação das empresas está só no início e ele vislumbra um bom potencial de crescimento para a venda de máquinas rodoviárias em todos os estados, já que o maior déficit da economia está na logística (movimentação de cargas). Os maiores fabricantes de máquinas rodoviárias estão localizadas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
De acordo com Pastri, o ano passado já foi de recuperação para o setor, uma vez que 2003 foi o ano em que as empresas de máquinas pesadas ''foram para o fundo do poço''. Ele acredita na continuidade da recuperação em 2005. Segundo ele, no primeiro bimestre deste ano as vendas de máquinas rodoviárias já superam em 28% o resultado obtido no mesmo período do ano passado. E o resultado de 2004 foi 23% maior que 2003, salientou. Em 2003 foram vendidas 4.350 unidades e no ano seguinte houve um avanço para 5.356 máquinas rodoviárias vendidas.
Segundo Pastri, o setor vem sendo alavancado também pela entrada em operação em setembro do ano passado do Modermaq, um programa de financiamento à modernização de máquinas que contempla o setor de máquinas rodoviárias. O programa prevê a aplicação de R$ 2,5 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até o final do ano passado, já haviam sido aprovados projetos no valor de R$ 136,8 milhões.
Os juros são pré-fixados em 14,95% ano ano, o que livra as empresas do risco de variações nas prestações, enfatizou Pastri. O programa oferece cobertura de até 90% do valor do bem a ser financiado, prestações fixas e prazo de pagamento de até cinco anos com seis meses de carência.


