Rondonópolis (MT) - O mercado brasileiro de máquinas agrícolas, avaliado em R$ 2,5 bilhões por ano, depende da suplementação de recursos do Programa de Modernização da Frota de Máquinas e Implementos Agrícolas (Moderfrota). Por isso, o setor espera que até o final deste mês o governo destine mais R$ 350 milhões para suprir a demanda e fechar o ano-agrícola (junho a junho) com o total de R$ 2 bilhões para o programa, segundo Arlindo Moura, diretor administrativo e financeiro da John Deere Brasil. E, ao contrário do ano passado, 2002 começou aquecido no segmento de máquinas e implementos agrícolas, talvez impulsionado pela expectativa de esgotamento dos recursos disponíveis até o momento.
A tendência de procura alta tem se confirmado no Agrishow Cerrado, aberto no dia 3 e com encerramento previsto para amanhã, em Rondonópolis, no Sul do Mato Grosso, cuja estimativa é movimentar R$ 400 milhões em negócios. Só o Banco do Brasil, por exemplo, aguarda o recebimento de R$ 40 milhões em propostas, das quais espera concretizar, ao menos, 80%. E entre os expositores, a perspectiva
também é das melhores devido à comcercilaização já contratada. É o caso da John Deere que ontem fechou a venda de oito colheitadeiras 9750 STS, considerada a maior de sua categoria fabricada no Brasil e que foi lançada no evento. Cada unidade custa R$ 415 mil. Do pacote de negócio junto a um único comprador, ainda constam 19 colheitadeiras 1550, 17 tratores das linhas 8410, 7505 e 6405, dois pulverizadores e 9 plantadeiras. O empresário Eloy Marchett, dono das Sementes Mônica e um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, assim como a empresa, evitou falar em valores do negócio. A empresa vendeu 46 equipamentos aos Marchett, incluindo as aquisições de Sérgio, que também produz algodão. Com produção média de 55 sacas de soja e custo total da ordem de US$ 320 por hectare, Eloy Marchett cultiva a oleaginosa em 45 mil hectares em Rondonópolis e Primavera do Leste, além de outros 4 mil hectares em várias partes do País. Também plantou 3 mil hectares de milho, com rendimento médio de 120 sacas por hectare, e implantou outros 6 mil hectares de milho da segunda safra. Apesar do produtor desconversar sobre estes números, a Folha teve acesso ao total dasáreas com fontes do mercado. Eloy informou que já colheu 70% da área de soja e que vendeu 30% antecipadamente 30% da safra. Ele que ,sistematicamente, renova entre 15% e 10% do parque de máquinas e amplia a área de plantio em até 20% por ano, prevê o retorno do investimento nos maquinários adquiridos no Agrishow em seis anos. ‘‘Não há agricultura sem equipamentos modernos’’, diz.

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