Mercado de imóveis usados tende a esfriar
A grande movimentação em torno das novas construções no Brasil gerou uma preocupação em torno da venda de imóveis usados. Com taxas de juros bem menos atrativas, tal mercado pode acabar esfriando consideravelmente. Segundo Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC), ''até 2023, mais de 21 milhões de novas unidades habitacionais serão construídas''.
Para Bernadete Coury, superintendente da Caixa Econômica Federal, deve haver muito cuidado para que o mercado de imóveis usados não desacelere. ''Se a pessoa não tem renda suficiente para buscar um imóvel novo, fatalmente vai atrás de um usado, mesmo com o programa do governo. Temos que ficar bem atentos a isso''.
Já Marta Garske, diretora do Ministério das Cidades, considera uma boa alternativa que os imóveis usados ingressem no Minha Casa, Minha Vida - algo que ainda não acontece. ''Os imóveis usados permanecem nas operações vinculadas aos recursos do FGTS, mas não com taxas muito atrativas. Não descartamos a hipótese de inserí-los na continuação do programa governamental'', finaliza. (V.L)





