Cláudia Lopes
De Maringá
O crescimento do mercado de gás natural no Paraná deve ser de 4% ao ano. A informação foi dada ontem pelo presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), Antonio Fernando Krempel, no seminário ‘‘Gás natural e suas aplicações’’, no Hotel Deville, onde a Companhia apresentou o traçado da rede de distribuição de gás de Maringá.
‘‘Para chegarmos a este número, fizemos uma simulação baseada no crescimento econômico de cada setor’’, revelou Krempel. Com a implementação das redes de distribuições na região metropolitana de Curitiba, a Compagás teve um incremento nas vendas de quase 100% no último ano. ‘‘Passamos de 15 mil metros cúbicos por dia para 120 mil’’.
Trinta e uma empresas de Maringá, Sarandi, Mandaguari, Marialva, Jandaia do Sul e Cambira devem ser beneficiadas com o gás natural a partir de 2003. Juntos, os seis municípios têm uma demanda de 200 mil metros cúbicos/dia. O diretor técnico comercial da Compagás, Augusto Riezemberg Neto, afirmou que o preço de compra da Companhia é de R$ 0,20 pelo metro cúbico do gás importado e R$ de 0,14 pelo metro cúbico do gás nacional. ‘‘Por isso, ficaríamos muito contentes se a Petrobrás conseguisse comprovar a existência de uma grande reserva em Pitanga’’, disse.
O secretário da Indústria e Comércio de Maringá, Miguel Fuentes Fallas, acredita que o gás natural vai viabilizar a instalação de três grandes indústrias européias do setor metalmecânico, em negociação com o município. ‘‘O gás é uma das exigências destes empresários estrangeiros’’.
O traçado da rede em Londrina será apresentado amanhã durante seminário que acontece no Hotel Sumatra, das 8h às 17h30. Os dois traçados formam a rede do Norte do Paraná, que terá dutos passando por ruas e avenidas para evitar impactos ambientais. Em Londrina, a rede seguirá pela BR-369 até a Cidade Industrial, na zona norte. Algumas empresas como a Acumuladores Reifor e a Cativa não constam no traçado por ficarem muito longe da Cidade Industrial, segundo o engenheiro da Compagás, Liberato Massucci.
O traçado beneficiará 53 indústrias, com demanda diária de 300 mil metros cúbicos de gás, em Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas e Apucarana. A rede toda (veja arte ao lado), que tem 200 quilômetros e passa por 11 municípios e 84 empresas, deve custar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões.

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