Renato Andrade
Agência Estado
O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, disse ontem que estão sendo examinados novos mecanismos para ampliar o crédito agrícola no País. De acordo com Pratini, a idéia é desenvolver novos mecanismos que permitam ‘‘desestatizar’’ o crédito à agricultura. Uma das opções que estão sendo estudadas é a utilização do mercado de futuros agrícolas.
‘‘Estes instrumentos estão dentro do contexto do anúncio feito pelo presidente (plano de safra) com vistas a usar instrumentos de mercado, em particular as operações de futuro, para aumentar e dar maior agilidade ao sistema de financiamento agrícola’’, disse. Pratini salientou, no entanto, que estas medidas dependem de decisões do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na próxima terça-feira, o ministro deve apresentar mais detalhes sobre estes estudos, durante nova reunião com o presidente Fernando Henrique Cardoso e o grupo de ministros envolvidos na discussão da política de desenvolvimento sustentado do País.
O grupo inclui, além de Pratini, os ministros Fernando Bezerra (Integração Nacional), Pedro Parente (Casa Civil) e Clóvis Carvalho (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além dos novos presidentes do Banco do Brasil, Paolo Zaghen, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Andrea Calabi.
Pratini lembrou que a ampliação e modernização do crédito agrícola vem sendo discutida em reuniões técnicas com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o secretário executivo, Amaury Bier, e Banco do Brasil.
Mercosul O ministro voltou a criticar a posição da Argentina de estar aplicando sistemas de salvaguarda contra importações brasileiras. ‘‘A pior solução para problemas comerciais é aumentar o protecionismo’’, disse. Para o ministro, conflitos comerciais só serão resolvidos com ‘‘mais’’ comércio. ‘‘É uma pena que esta não seja, neste momento, a visão da Argentina’’, comentou.

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