As saídas de recursos do País diminuíram ontem. Até às 18h45, o levantamento parcial do mercado apontava um fluxo negativo de US$ 323 milhões, dos quais US$ 207 referiam-se ao resultado do mercado de dólar comercial - onde são feitas as operações para exportações e importações e remessas de lucros e royalties por parte de empresas.
O mercado de dólar flutuante registrava um saldo líquido negativo (diferença entre as compras e vendas de dólares) de US$ 127 milhões. Operadores não acreditavam que o resultado final - a apuração das operações termina por volta das 21 horas - fosse superior ao de sexta-feira, quando o fluxo foi negativo em US$ 680 milhões.
O volume de saída foi praticamente o mesmo, tanto nas operações com dólar comercial, que registrou fluxo negativo de US$ 331 milhões como no flutuante, com US$ 349 milhões.
O comportamento do mercado financeiro ontem já indicava que o movimento no câmbio seria relativamente fraco. Um dia após as eleições, o mercado de dólar tratou de andar de lado que no jargão de operadores significa não assumir posições com agressividade, na compra ou venda.
E não apenas porque o resultado das eleições presidenciais não estava totalmente definido. Mas também porque ainda existem muitas decisões por vir, especialmente em relação à reunião com o FMI.
Um dado positivo no fluxo cambial de ontem foi a queda no saldo negativo do flutuante. As operações feitas por investidores brasileiros não-residentes no País, enquadradas na conta CC5, são responsáveis pelo resultado final de boa parte desse mercado.

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