São Paulo Depois de amargar um 2002 ruim, fechar o primeiro semestre de 2003 com queda de 13% em suas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior e, possivelmente, fechar o ano com as vendas no mesmo nível do que 2002, o mercado de computadores pessoais deverá registrar crescimento de 5% a 8% em seu faturamento, com o índice de comercialização de notebooks superando dois dígitos. Essas são as estimativas do diretor-geral da AMD South American, José Antonio Scodiero, que citou a falta de financiamento como o maior empecilho para o crescimento do mercado brasileiro de computadores.
De acordo com Scodiero, 70% do mercado é atendido pela chamada ''linha cinza'', de empresas de computadores montados sem grandes marcas. ''Os preços baixos formados basicamente por pirataria e evasão de impostos são o principal atrativo desses fabricantes'', explicou. Segundo ele, as grandes redes de varejo não se adaptaram à comercialização de grandes marcas de computadores, principalmente por causa da alta carga tributária e baixa margem de lucro. ''Essa relação precisa ser repensada'', comentou.
O executivo, que participou ontem do seminário ''Business Round up Brasil 2004'', promovido pela Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham-SP), lembrou que apenas 14% da população brasileira possui computadores e, entre esses, somente 10% estão conectados na internet.

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