Mercado de cartões de crédito desacelera no 1º trimestre
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Agência Graffo 
São Paulo - Uma pesquisa realizada pela Condere - Consultoria de Negócios constatou que, aproximadamente, 70 milhões de brasileiros ainda estão de fora do mercado de cartões de crédito, que desacelerou no primeiro trimestre deste ano. Segundo o levantamento, as classes D (de 2 a 3 salários mínimos) e C (de 3 a 7 salários mínimos) seriam os nichos com maiores oportunidades de negócio já que, somadas, equivalem a mais de 50% do potencial adicional de gastos com cartão, apesar de equivalerem a apenas 21% do mercado a ser explorado.
A pesquisa mostrou também que cerca de 96% das pessoas sem cartões de crédito pertencem às classes C, D e E e que, apesar de as classes A (acima de 20 salários mínimos) e B (de 7 a 20 salários mínimos) terem, em média, mais de 70% de penetração de cartões de crédito, não estão sendo consideradas como foco primordial para venda de novos ''plásticos'' porque os gastos adicionais não ultrapassariam mais de 2% do potencial de gastos de todo o mercado ainda não trabalhado.
Para a empresa de consultoria, a classe E1 (de 1 a 2 salários mínimos), com 29% dos gastos adicionais e 32% das pessoas sem cartão, pode ser um setor interessante, devido ao tamanho do mercado a ser trabalhado.
Já a classe E2 (até 1 salário mínio), mesmo tendo o maior número de pessoas sem cartão (44%), tem uma renda por pessoa muito baixa, o que torna praticamente inviável uma política de vendas.


