Mercado de cartões cresce 17% em agosto
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segunda-feira, 01 de setembro de 2003
Agência Estado 
Agência Estado
São Paulo - O mercado brasileiro de cartões de crédito deve registrar em agosto um crescimento de 17,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 6,8 bilhões. A Credicard, que realiza estudos mensais sobre o mercado, estima um volume de 89 milhões de transações.
No acumulado do ano, o sistema registra uma movimentação de R$ 52,2 bilhões, o que significa um aumento de 20,5% em relação ao período de janeiro a agosto de 2002. Até agora, foram realizadas 692 milhões de transações, com valor médio de R$ 76.
Ainda segundo a Credicard, o Brasil ocupa a sétima posição no mundo em número de transações feitas com cartão de crédito. O mercado brasileiro está à frente ao de países da União Européia (UE) como Espanha, Alemanha e Itália. Em volume de recursos movimentado, entretanto, o Brasil perdeu quatro colocações, em relação a 2002, caindo do 11º lugar para o 15º, por causa da desvalorização cambial. Sua participação no faturamento global passou de 0,8% para 0,7%, totalizando US$ 23,7 bilhões.
Segundo estimativas da Credicard, que realizou um estudo sobre o mercado internacional de cartões de crédito, no Brasil as possibilidades de expansão das empresas do setor estão no maior uso do cartão, pois em média o brasileiro paga suas contas com esse tipo de serviço 1,9 vez por mês. Já a média de uso do francês é de 10,5; do inglês, 3,7; do canadense, 2,5. O número brasileiro é igual ao do norte-americano. Este, no entanto, carrega muito mais cartões na carteira - cerca de 4 contra menos de 1 do brasileiro, levando em conta a População Economicamente Ativa (PEA).
O Brasil detém quase a metade do total de plásticos em circulação na América Latina (44%). Porém, em relação ao volume global, a participação ainda é pequena (2,9%). Em 2002, o setor contabilizava 40,8 bilhões de plásticos, colocando o Brasil também na 7ªposição mundial. O gasto médio mensal, de US$ 109, fica bem abaixo por exemplo dos EUA, que é de US$ 837. Entretanto, como ocorre em quase todos os países do mundo, os cartões no Brasil vêm ganhando mais espaço no consumo privado. Em 2000, respondiam por 7,2% do montante total, passando para 8,1% em 2001 e para 8,8% em 2002.
O processo de substituição de outros meios de pagamento pelo cartão, sobretudo o cheque, está garantindo ao setor um forte ritmo de crescimento. No ano passado, ficou 18% acima de 2001 e deve repetir o mesmo resultado este ano, totalizando R$ 82,1 bilhões. De acordo com Fernando Chacon, vice-presidente de Marketing da Credicard, estes resultados são decorrentes unicamente da migração, uma vez que o gasto médio do brasileiro com cartão está praticamente estável.


