Mercado de carro fica estagnado
Agência Estado
De Frankfurt
A demanda de carros vai ficar estagnada no ano 2000 na América Latina. O alerta foi feito por especialistas internacionais do setor automotivo e apresentado à imprensa na abertura 58º Salão do Automóvel de Frankfurt (IAA) que está sendo realizado na Alemanha até o próximo domingo. Segundo o relatório apresentado pelos analistas, não haverá nenhum crescimento na América Latina e um aumento de somente 1% na demanda de automóveis em todo o mundo.
Europa e América do Norte, que registraram crescimento este ano, deverão, ambos, ter uma queda de demanda de 2% no próximo ano. O Japão deverá se recuperar da crise e registrar crescimento de 3%. O leste europeu também tende a se recuperar.
Em todo o planeta, a demanda por carros de passeio cresceu 2% este ano, depois de ter registrado uma queda de também 2% em 1998, ano marcado pela crise asiática. No ano passado, os países da Ásia, excluído o Japão, apresentaram a maior queda de demanda de carros em todo o mundo: 30%.
O gráfico da América Latina, preparado pelos analistas do IAA mostra queda de demanda na América Latina de 8% em 1998 e de 9% este ano.
Segundo o presidente da associação que representa a indústria automobilística e de autopeças na Alemanha (VDA), Bernd Gottschalk, um dos fatores para a evolução da conjuntura no ano 2000 será a continuação ou não da expansão da economia americana.
A queda de mercados, como o latino-americano, representa hoje uma ameaça aos países que exportam veículos, já que a tendência é a indústria destas regiões, como o Brasil, concentrar esforços na exportação para compensar a queda no mercado interno. Gottschalk, que foi presidente da Mercedes-Benz no Brasil há sete anos, diz que no Brasil preocupa o fato de a demanda não estar acompanhando o aumento da capacidade produtiva das fábricas de veículos. Para ele, o potencial de crescimento do mercado brasileiro só deverá aparecer daqui a cerca de três anos.





