O mercado de automóveis e veículos comerciais leves cresceu 2,9% em 2011 e bateu novo recorde anual. Foram vendidas 3.425.596 unidades contra 3.328.950 do ano anterior. Isoladamente, o emplacamento de automóveis sofreu uma discreta retração, de 0,10%, compensada pelo aumento de 14,64% dos comerciais leves.
No ano passado, foram vendidas 2.649.032 unidades - 2.552 a menos que em 2010. E 776.564 comerciais leves, 99.198 a mais que no ano anterior (ver quadro). Os dados foram divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Quando somados todos os segmentos, incluindo caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros, o crescimento é de 4,91%, com 5.767.886 unidades comercializadas contra as 5.497.836 de 2010. Assim, como os automóveis, os implementos tiveram pequena retração, de 0,43%. Todos os demais cresceram expressivamente: ônibus (21,73%), caminhões (9,69%), e motocicletas (7,58%).
Segundo o novo presidente da Fenabrave, o londrinense Flávio Meneghetti (da Fiat Marajó), a leve retração dos automóveis e o crescimento significativo dos comerciais leves têm duas explicações. ''A primeira é que, com o aumento de renda da população, muitos consumidores estão optando pelos SUVs (utilitários esportivos), utilizando-os como veículos de passeio'', afirma.
A outra explicação, de acordo com Meneghetti, é que, com o crescimento do País, há uma maior demanda pelos utilitários propriamente ditos na atividade atividade econômica, como peruas e furgões.
Três marcas de automóveis juntas dominaram 64% do mercado de automóveis em 2011: Fiat (22,56%), Volkswagen (22,13%) e GM (19,98%). Mas as três, que em 2010 tinham 67%, perderam um pouco de mercado para as menores. Das 10 marcas que mais venderam em 2011, somente a Hyundai (9 colocada no ranking) e a Nissan (10) ganharam mercado: A primeira, passou de 1,66% para 2,35% e a segunda, de 1,02% para 2,02%.
Da 9 à 20 colocação, somente Toyota e Lifan, perderam. Todas as demais ganharam um pouco do mercado. De acordo com Meneghetti, esta é uma tendência do mercado brasileiro, ''que há pouco tempo contava com sete marcas e que agora dispõe de 17''. ''Isso faz com que os grandes produtores percam um pouco da participação. Mas o importante é ressaltar que, mesmo assim, em números absolutos, as grandes marcas estão crescendo'', ressalta.
Ele afirma que o mercado brasileiro é mais competitivo que o norte-americano. ''Nós temos mais fabricantes instalados aqui do que lá'', afirma.

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