Curitiba - O mercado de ações ainda é considerado complexo e de alto risco por uma boa parte dos poupadores. Por estes motivos, muitas pessoas preferem colocar o dinheiro na poupança que tem ganho garantido e não sofre a cobrança de tributação sobe o rendimento como o Imposto de Renda. Para desmistificar um pouco o investimento em papéis da bolsa de valores a FOLHA entrevistou um especialista na área durante a Expo Money, evento na área de finanças realizado nesta semana, em Curitiba.
Um dos primeiros passos para entrar neste mercado é procurar empresas que tenham fundamento para investir, ou seja, com faturamento, lucro, que paguem dividendos e apresentem uma estrutura consolidada. E ficar distante de papéis que sofrem especulações e ainda de empresas concordatárias. O gerente comercial da Spinelli Corretora de Valores Mobiliários e Câmbio, Giácomo Leonardo de Oliveira Diniz, explicou que as pessoas podem investir em ações direta ou indiretamente.
De maneira indireta, pode ser através de fundos de ações ou de clubes de investimento. Os clubes são fechados e formados por pessoas que se conhecem como, integrantes de uma mesma família ou trabalhadores de uma mesma empresa. Estas pessoas reunidas em clubes podem escolher as ações que vão comprar ou pedir a orientação de uma corretora. ''Os clubes de investimento são um veículo de aprendizado'', disse. De forma direta, o poupador pode escolher algumas ações através de um banco ou uma corretora.
''Se a pessoa tem tempo para aprender e acompanhar o desempenho das ações pode escolher a carteira. Os fundos de ações são mais indicados para quem não tem tempo de acompanhar o mercado acionário'', disse. Outra dica dele, é que o investidor acesse o site das empresas que pretende investir para saber a área de atuação de cada uma delas. ''A pessoa pode começar escolhendo ações de empresas com as quais têm afinidade'', comentou. Além disso, é interessante a pessoa acompanhar o que acontece na economia brasileira como o comportamento dos juros, da bolsa e do dólar, entre outros indicadores.
Ele recomenda que as pessoas comecem a investir devagar em ações. O porcentual a ser aplicado depende dos objetivos que o investidor tem, do prazo e do perfil de risco. Diniz destacou ainda que, no curto prazo, as ações oscilam mas, para um investimento acima de cinco anos, é ''muito difícil (a aplicação) dar errado'', ou seja, apresentar perdas.
O especialista disse ainda que os fundos de renda fixa oferecem uma taxa real (juros descontando a inflação) que tende a ser cada vez menor. Até porque, o Banco Central, tem feito cortes sequenciais da taxa básica de juros da economia, a Selic. ''Quem ganha mais dinheiro é quem assume risco'', concluiu.

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