Mercado de ações é boa opção
Com a acentuada queda dos juros e as boas perspectivas para as Bolsas de
ilustraçãoValores, é hora de o aplicador reavaliar sua estratégia de investimento. Se tiver apetite para o risco, pode ser o momento de voltar ou começar a investir em ações.
A diretora de Fundos de Investimento da BCN-Alliance Administração de Recursos, Angela Assumpção, diz que há vários fatores que tornam as Bolsas atraentes. Ela destaca que a situação asiática está bem mais calma. Isso permitiu que os investidores estrangeiros analisassem o Brasil de outra maneira, percebendo as diferenças da economia do País em comparação com a dos países em crise.
O forte fluxo de dólares neste ano também favorece as Bolsas, porque possibilita uma redução mais acentuada das taxas de juros. Além disso, a expectativa quanto ao processo de privatização dos setores de telecomunicação e energia elétrica dá alento importante aos mercados de ações.
Pode ser a hora de deslocar parte dos recursos das aplicações de renda fixa para as Bolsas de Valores, porque o potencial de risco dos mercados acionários diminuiu. Segundo Angela, o investidor deve analisar a possibilidade de aplicar 20% de seus recursos em fundos de renda variável, a maneira mais indicada para o pequeno e médio investidor entrar nos mercados acionários. Ela ressalta ainda que, atualmente, a indústria de fundos oferece uma diversidade interessante de produtos.
Há aplicações, lembra Angela, que se concentram em ações de primeira linha (as mais negociadas, como Telebrás e Eletrobrás) e outras que dão preferência a papéis de companhias privadas. Também existem os chamados fundos setoriais, com carteiras compostas por papéis de empresas de determinado setor. No momento, ela vê melhores perspectivas para a primeira linha, por conta da liquidez e do processo de privatização.
O sócio-gerente da BankBoston Asset Management, Fábio de Oliveira, também é otimista quanto ao desempenho das Bolsas, especialmente nos próximos três meses. Ele diz, no entanto, que em abril deve haver um pouco mais de instabilidade do que em março, quando os mercados de ações tiveram uma trajetória de alta consistente. Isso porque os preços das ações, que haviam caído bastante após a crise asiática, subiram significativamente nos últimos dois meses (até sexta-feira, a Bolsa paulista acumulava alta de xx,xx% no ano).
Para prazos maiores, Oliveira vê ainda algumas incógnitas para as Bolsas. A própria situação de crise na Ásia, aparentemente sob controle, ainda não está completamente solucionada. A estagnação econômica japonesa é o maior problema da região, aponta ele. E existe a possibilidade, no momento considerada remota, de a Bolsa de Nova York, que continua apresentando ótimo desempenho, sofrer uma correção para baixo. Isso certamente acabaria afetando os mercados acionários do mundo todo. No entanto, essa hipótese parece, pelo menos agora, bastante improvável.





