Mercado de ações é boa forma de diversificar investimentos
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Situação macroeconômico favorável, Ibovespa batendo recordes históricos de pontuação, economia brasileira estável, empresas abrindo capital e a tendência de queda da Selic, a taxa básica de juros, compõem cenário favorável para ingressar no mercado de ações. Segundo o diretor da Intra Corretora, Rogério Schimidt, desde 2003, os rendimentos da Bolsa atingiram 500%; neste ano já chega a 47% - maior que qualquer outra aplicação financeira. Apesar da popularização do tema pela mídia, muitos poupadores consideram este tipo de investimento complexo e arriscado.
De acordo com Schimidt, a compra e venda de ações é uma boa forma de diversificar os investimentos, mas o investidor iniciante não pode pensar em se tornar milionário já nas primeiras operações. A expectativa de ganhos deve ser a curto prazo. O diretor aconselha que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazos, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.
Para escolher as ações, o investidor deve ponderar três critérios: liquidez (facilidade de vender a ação quando quiser resgatar), retorno (possibilidade de ganhos) e risco (possíveis perdas). A combinação desses três elementos, a critério do investidor, definirá em quais ações aplicar.
A pessoa pode participar do mercado de ações individualmente - quando manifesta sua intenção a uma sociedade corretora, que será a intermediária das negociações; ou coletivamente - os interessados adquirem cotas de clubes de investimentos ou de fundos mútuos de ações. ''Caso a pessoa não tenha tempo ou não queira se preocupar com a oscilação dos números, o ideal é procurar os clubes de investimentos. Estes são fechados e formados por pessoas que se conhecem, como integrantes de uma mesma família ou trabalhadores de uma mesma empresa'', orienta Schimidt. Os investidores podem receber a orientação do gestor de uma corretora, que executará as ações conforme o perfil do cliente - moderado, agressivo ou conservador. '' A partir do momento em que o investidor formou um patrimônio, ele pode transferi-lo e começar a atuar diretamente na Bolsa, montando sua própria carteira'', afirma o especialista.
Uma dica importante para entrar neste mercado é procurar empresas que
tenham fundamento para investir, ou seja, com faturamento, lucro, que paguem
dividendos e apresentem uma estrutura consolidada. ''São os chamados papéis sólidos, de primeira linha. É o caso da Vale, Gerdau, Usiminas, Petrobras'', exemplifica.
Conforme o diretor, a base de clientes das corretoras vem apresentando um vertiginoso crescimento porque a empresa assessora o cliente com informações sobre as empresas e o comportamento do mercado. ''O investidor pode ter reuniões diárias com os gestores, além de acompanhar o pregão de uma sala de operações existente na corretora'', informa o operador. Outro serviço disponível é uma área de risco da corretora para acompanhar o cliente que já está colocando em risco o seu patrimônio.


