Mercado de ações ao alcance dos pequenos
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Da Redação 
O mercado financeiro, para muitas pessoas, ainda se apresenta como um 'jogo de azar', ou um mito. Alguns têm medo de aplicar seu dinheiro nesse setor, e consideram que investir em ações é algo para especialistas ou grandes investidores. Não é verdade. A participação de pequenos investidores no mercado de ações no Brasil vem crescendo de maneira significativa.
Em 2002, esse grupo representava 5% do volume de negociação diário na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Hoje, já atinge mais de 25%. ''Com mais opções e maior transparência dos meios de aplicação, investir ficou mais simples. Os iniciantes podem aplicar, por meio de clubes de investimentos, que possuem contribuição mínima de R$ 1 mil e participar do mercado de ações com uma carteira diversificada em papéis de empresas de primeira linha'', considera Rodnei Riscali, diretor-executivo da Hera Investment, entidade especializada em investimentos em ações e que ministra cursos visando a formação de pessoas físicas capazes de entender o funcionamento do mercado de capitais.
Riscali acredita que algumas precauções devem ser adotadas para quem pretende iniciar operações nas bolsas, principalmente devido ao boom das corretoras de valores. ''Primeiramente, o investidor precisa definir uma corretora, de preferência que tenha experiência em atendimento de pessoa física, já que muitas não têm um nível de atendimento ágil e personalizado para atender o investidor físico. Mas, para isso, ele precisa saber quais serviços e ferramentas são oferecidos'', afirma. Aliado a essa recomendação, Rodnei orienta que a pessoa também precisa definir qual o seu perfil para, assim, traçar a estratégia que mais se adequar a sua realidade.
Após isso, segundo o especialista, o investidor deve acompanhar constantemente o mercado, os relatórios e as noticias sobre as empresas a qual está investindo ou ter quem o faça por ele. ''É de extrema importância que quem esteja investindo não trate o mercado de ações como uma poupança, onde ele pode 'abandonar' seu dinheiro e esperar, futuramente qual será seu lucro. Desta maneira, é bem possível que tenha prejuízos'', defende Riscali.


